Tabagismo na gestação e suas consequências


O tabagismo durante a gravidez pode acarretar em diversas doenças, além de colocar em risco a vida da mãe e do bebê.  

A exposição do feto a substâncias do cigarro é extremamente prejudicial. Segundo pesquisa realizada na Escola de Medicina da Universidade de Loma Linda, na Califórnia, a porcentagem de mulheres que não deixam de fumar após descobrirem a gravidez varia entre 12% a 24%.. Ricardo Henrique Meirelles, pneumologista da Divisão de Controle do Tabagismo do Instituto Nacional do Câncer (INCA) alerta para as consequências do tabagismo tanto para  a criança quanto para a mãe que fuma durante a gestação, tais como: óbito do recém-nascido; prematuridade; maior risco do feto nascer com baixo peso e desenvovler fenda labiopalatal e estrabismo. Além disso, no futuro, a criança pode se tornar dependente de nicotina e fumar mais precocemente e em maior quantidade de cigarro. A gestante pode ter aborto espontâneo e deslocamento da placenta podendo levar a hemorragias. 

A criança cuja mãe fumou durante a gravidez pode ainda desenvolver uma série de doenças respiratórias. Ricardo Henrique Meirelles, alerta ainda que não adianta abandonar o vício durante a gestação e voltar a fumar logo depois que o bebê nasce. “Muitas mulheres quando estão grávidas, pela motivação da gestação elas conseguem parar de fumar. Porém, voltam a fumar depois que o bebê nasce. Então durante a amamentação, se ela está fumando, a nicotina também ultrapassa pelo leite materno, então o bebê vai sugar leite com nicotina e isso é tóxico”.

Quando a grávida fuma, a fisiologia da placenta é afetada interferindo na oxigenação e no fornecimento de nutrientes ao feto. A deficiência de nutrientes causa ao bebê um efeito denominado programming, ou seja, o genoma da criança se adapta à contínua situação de déficit nutricional.

Em outro estudo, realizado pela Associação Brasileira da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), o fumo no período gestacional pode ter relação com a obesidade infantil e juvenil. O fumo na gravidez propicia o nascimento de bebês de baixo peso com genoma programado para contínua retenção de alimentos e nutrientes e consequente, pré-disposição para um futuro quadro de obesidade.

Especialistas recomendam que se a mulher encontrar dificuldades em parar de fumar, a melhor alternativa é procurar assistência nos serviços de saúde. Nesse contexto, a atuação da enfermagem se torna muito importante, você não acha?

Fonte: Blog da Saúde, Portal R7, MdeMulher


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