Ampliação no tratamento da artrite reumatoide

A artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica, autoimune, que afeta as membranas sinoviais de múltiplas articulações (mãos, punhos, cotovelos, joelhos, tornozelos, pés, ombros, coluna cervical) e órgãos internos, como pulmões, coração e rins, de indivíduos geneticamente predispostos. A progressão do quadro clínico dessa doença está associada à deformidades e alterações das articulações, que podem comprometer os movimentos do indivíduo.

O tratamento da artrite reumatoide deverá ser realizado pela equipe multiprofissional, por meio do uso de medicamentos (anti-inflamatórios, drogas de base, imunossupressores e/ou agentes biológicos), fisioterapia e/ou terapia ocupacional, pode ainda ser necessária a realização de procedimento cirúrgico para correção de deformidades, além de educação em saúde e suporte psicológico.

Atualmente, o SUS fornece dez medicamentos para o tratamento da doença, desses, três são biológicos, e atendem cerca de 30 mil pessoas. Esses por sua vez, possuem ação na diminuição da atividade da doença, previnem a ocorrência de danos irreversíveis nas articulações, além de aliviarem as dores e melhorarem a qualidade de vida do paciente.

Porém, muitos pacientes não respondem aos remédios convencionais e apresentam intolerância às demais terapias. Dessa forma, o Ministério da Saúde disponibilizará, através do Sistema Único da Saúde (SUS), cinco novos medicamentos para o tratamento desses pacientes.

Os novos medicamentos que passarão a ser ofertados no SUS são: Abatacepte, Certolizumabe Pegol, Golimumabe, Tocilizumabe e Rituximabe).

Segundo o ministro da saúde Alexandre Padilha “A expectativa é ampliar o acesso e garantir medicamentos de mais alta tecnologia para os pacientes, melhorando a qualidade do tratamento e reduzindo as complicações da doença. A partir da decisão, esperamos ainda uma redução significativa dos gastos do Ministério com esses medicamentos”. 

Hoje, os gastos anuais do Ministério da Saúde com medicamentos biológicos são, em média, de R$ 25 mil por pessoa. Com os novos medicamentos e as negociações com os laboratórios envolvidos, o valor poderá ser reduzido em até 48% por paciente anualmente. O prazo para que o SUS efetive a distribuição dos medicamentos é de seis meses a partir da publicação da portaria.

A partir dessas incorporações o protocolo clínico do Ministério da Saúde será revisado e atualizado. Esse define a escolha entre o tipo de tratamento da doença com base em alguns aspectos, a saber: características do paciente, segurança, comodidade posológica, tratamentos prévios e concomitantes. 

Para Carlos Gadelha, secretário de Ciências, Tecnologia e Insumos Estratégicos, a medida do Ministério da Saúde é um avanço na política tecnológica de saúde.



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