Atribuições do enfermeiro em Saúde Mental

Você como enfermeiro acredita que sabe agir corretamente perante um caso de transtorno mental no seu ambiente de trabalho?

Sabemos que a incidência de transtornos mentais é alta, e também que as Unidades Básicas de Saúde (UBS) são as mais procuradas nesses casos, e é por isso que o enfermeiro deve estar preparado para esse tipo de atendimento (CAIXETA; MORENO, 2008).

A maior parte dos profissionais reconhece como ações de saúde mental apenas a administração de medicamentos psiquiátricos e o encaminhamento do paciente para serviços especializados. Mas, na realidade o atendimento da enfermagem para esses casos deve ir muito além, começando por acolher e escutar o cliente (CAIXETA; MORENO, 2008; GONÇALVES, 2009).

A priori deve-se entender que os transtornos mentais não aparecem de forma clara e explícita, nós devemos aprender a identificá-los também nos pacientes que não aparentam ter transtornos mentais. É preciso identificar os pacientes que sofrem exclusão social e até mesmo observar os familiares (CAIXETA; MORENO, 2008).

Sinais e sintomas como insônia, fadiga, irritabilidade, esquecimento, dificuldade de concentração e queixas somáticas são os mais comuns e podem levar à incapacidade e à procura por serviços de saúde (CAIXETA; MORENO, 2008).

As ações de enfermagem em Saúde Mental devem começar já na entrevista, perguntando e ouvindo com atenção não somente a queixa do paciente, mas sua história de vida, sua cultura, seu processo de adoecimento, seus problemas emocionais e sofrimentos.  É preciso conversar com o paciente, orientá-lo, pois muitas vezes essas ações são mais eficazes do que iniciar outra via terapêutica nesse indivíduo. Além disso, conversar e orientar a família também são ações relevantes (CAIXETA; MORENO, 2008; GONÇALVES, 2009).

Quanto mais confiança o paciente sentir do profissional mais ele se manifestará de forma sincera e verbalizará as suas dúvidas (ALMEIDA, 2009)

Em longo prazo, deve-se acompanhar o indivíduo,  principalmente se este estiver fazendo uso de terapia medicamentosa. Deve-se observar também se o mesmo está tendo melhora no seu quadro de saúde mental (CAIXETA; MORENO, 2008; GONÇALVES, 2009).

O enfermeiro pode estimular o paciente a tomar suas próprias decisões, fazê-lo perceber que ele tem suas capacidades, limites e potenciais a serem explorados. Outra ação importante é ajuda-lo a perceber a realidade em que está vivendo (ALMEIDA, 2009; GONÇALVES, 2009).

Os profissionais de enfermagem devem entender que o portador de distúrbio mental é um sujeito ativo, e que apesar de pensar ou agir de forma diferente da maioria, seus pensamentos e desejos devem ser levados em consideração e respeitados na medida do possível. (ALMEIDA, 2009).

Para fazer um acompanhamento de forma eficiente, é preciso, além de assistir o enfermo, investir em reuniões com a família, visitas domiciliares, contato com a escola e/ou trabalho, e também orientá-lo quanto aos centros de cultura e programas de inclusão social, pois sociabilizá-lo com pessoas novas, pode e deve fazer muito bem para a sua recuperação (ALMEIDA, 2009; GONÇALVES, 2009).

Desde 2003 foram incluídas na Estratégia de Saúde da Família (ESF) equipes de Saúde Mental. O principal objetivo é tratar do paciente no contexto familiar, pois realizar o tratamento isolado da família, das pessoas que o indivíduo tem contato diário, nem sempre apresenta resultados positivos (IDS; USP; MS, 2001; GONÇALVES, 2009).

Não há um modelo pronto de atendimento a ser seguido pelo profissional de saúde, cabe ao enfermeiro ser criativo e estar disposto a ajudar o paciente, além de procurar se aprimorar e se qualificar a respeito nesse âmbito.

É de suma importância ressaltar que o trabalho do enfermeiro não consiste apenas em realizar práticas e procedimentos, mas proteger, promover e preservar a qualidade de vida dos seus pacientes (ALMEIDA, 2009).

Caro profissional, você atua nesta área? O que tem de conhecimento para compartilhar conosco?

Você sabia que o Programa Proficiência com o intuito de descrever os sintomas de distúrbios emocionais e comportamentais, a anamnese e o exame psíquico do cliente na clínica, além de discutir as ações dos profissionais de Enfermagem nessa área oferece a você, profissional o curso de Distúrbios Emocionais e Comportamentais do Cliente na Clínica. 

Você já realizou esse curso? Não?! Então, não perca a oportunidade de se inscrever na próxima data de abertura de turmas! Fique atento!


Realizado por Nathana N. C. S. Silva


REFERÊNCIAS 

ALMEIDA, A. N. S. Cuidado Clínico de Enfermagem na Saúde Mental: contribuições da psicanálise para uma clínica do sujeito. Rev. Eletrônica de Enfermagem, v. 10, n. 1, p. 1-16. 2009. Disponível em: <http://www.fen.ufg.br/fen_revista/v10/n1/pdf/v10n1a16.pdf>. Acesso em: 17 abr. 2013.

CAIXETA, C. C.; MORENO, V. O enfermeiro e as ações de saúde mental nas unidades básicas de saúde. Rev. Eletrônica de Enfermagem, v. 10, n. 1, p. 1 -16. 2008. Disponível em: <http://www.fen.ufg.br/fen_revista/v10/n1/pdf/v10n1a16.pdf>.  Acesso em: 17 abr. 2013.

GONÇALVES, R. M. D. A. Ações dos Enfermeiros em Saúde Mental na Estratégia Saúde da Família. 2009. Disponível em: <http://www.uftm.edu.br/upload/ensino/enfermsaude/atencao_a_saude_Rejane_Maria_Dias_de_Abreu_Goncalves.pdf>. Acesso em: 17 abr. 2013.

Instituto para Desenvolvimento da Saúde (IDS); Universidade de São Paulo (USP); Ministério da Saúde (MS). Manual de Enfermagem. 2001. Disponível em: <http://www.ee.usp.br/doc/manual_de_enfermagem.pdf>. Acesso em: 17 abr. 2013.


Comentário

avatar Aurineide Marinho Santos
+1
 
 
Muito bom, e o que mais me chamou atenção é o estímulo e a orientação do profissional para que trate o
paciente psiquiátrico com respeito, de igual para igual. Parabéns!
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avatar lucelia crisostimo
+1
 
 
É uma grande dificuldade tratar da saúde mental nas unidades básicas, pela falta de rh, e pelo grande fluxo de pacientes, torna-se quase impossível, a grande realidade é que precisamos na maioria das vezes encaminhá-los , o que também é outra grande dificuldade, mas poder conversar com eles e atendê-los na maioria das vezes é muito gratificante, e quase sempre eficiente, pois muitos precisam somente serem ouvidos. Por isso fui trabalhar em um Caps, agora tempo para esse cuidado. bjssss.
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avatar IRENE MARQUES DE MEDEIROS
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ESTOU AGUARDANDO O INICIO DO CURSO
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avatar Valdenice Cristine Severino
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Adorei só gostaria de saber a data do próximo para não perder a inscrição.
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avatar Tatiany
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Quero participar, espero ansiosa a inscrição.
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avatar Janaina Maciel
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Será de grande falia realizar o curso Distúrbios Emocionais e Comportamentais do Cliente na Clínica, estou trabalho no CAPS e não tenho experiência nesta área, Saúde Mental. Estou ansiosa prá começar o curso...
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avatar IVANILDE PEREIRA RODRIGUES
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Eu gostaria que me enviasem as ações/atribuições do enfermeiro a frente dos IMLs do Brasil..
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avatar Francisca Leonice Camelo Gomes
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Gostaria de receber via e-mail, quando o curso Distúrbios comportamentos for ofertada, se possível. O assunto muito me interessa!!!
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avatar nadja feitosa
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estou aguardando o inicio do curso
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avatar claudineia dias
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estou aguardando o inicio do curso.
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avatar charles
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NAO HA UM MODERADOR NISSA AQUI GENTE..! Li alguns comentarios estranjeiros que na verdade traduzi sao propagandas ´de boates entre outras . Moderador já.
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