Hemofílicos contam com nova terapia no SUS

No dia quatro de janeiro de 2012, dia Nacional do Hemofílico, o Governo Federal comunicou sobre o avanço no tratamento da hemofilia no Sistema Único de Saúde (SUS).

A hemofilia é uma doença hemorrágica, genética, caracterizada pela deficiência em quantidade e/ou qualidade de Fator VIII (hemofilia A) ou de Fator IX (Hemofilia B), que atuam na coagulação sanguínea.

Essa doença não tem cura e o seu tratamento convencional é por meio de infusão – plasmática ou recombinante - do concentrado de fator de coagulação deficiente (VIII ou IX) no organismo da pessoa doente.

Porém, uma das complicações mais preocupantes em pacientes portadores de hemofilia é o desenvolvimento de inibidores (anticorpos da classe Imunoglobulina G) que agem contra os fatores VIII e IX infundidos. Os pacientes acometidos por esta complicação passam a não responder efetivamente a infusão do fator deficiente, e apresentam episódios de hemorragia de difícil controle. Um dos fatores associados ao desenvolvimento destes inibidores é o tipo de hemofilia, sendo mais comum no tipo A.

Além disso, uma das desvantagens do tratamento convencional é o desenvolvimento de resistência aos medicamentos utilizados.

Assim, o suporte terapêutico mais adequado para os pacientes com hemofilia e com resistência ao tratamento convencional é a Imunotolerância (IT). Este tratamento consiste na infusão de medicamentos que eliminam os inibidores do Fator VIII da coagulação sanguínea. Estudos ressaltam que a IT é capaz de erradicar os inibidores na hemofilia e que após a erradicação do mesmo, o paciente pode retornar ao tratamento convencional.

Diante disso, o Ministério da Saúde passará a ofertar aos hemofílicos do tipo A assistidos pelo SUS, a Terapia de Indução de Imunotolerância que consiste no uso de medicamentos que eliminam os inibidores de Fator VIII.  Esta ação foi respaldada por protocolo clínico, discutido desde 2006 pelo Comitê Nacional de Coagulopatias.

A Terapia de Indução de Imunotolerância é indicada à pacientes com até dez anos de idade, que tenham identificado o chamado “inibidor de alta resposta”, testado por meio do exame laboratorial e que tenham tido tolerância aos medicamentos por mais de seis meses.

Para garantir esse tratamento, o Ministério da Saúde investiu R$ 26 milhões em produtos e serão beneficiados os pacientes cadastrados no Centro de Tratamento de Hemofilia (CTH) do Brasil.

Continue acompanhando nosso site pois em breve publicaremos uma matéria de atualização sobre esse assunto, abrangendo mais detalhes sobre a hemofilia e a atuação da Enfermagem nesse contexto. Aguarde!

Fonte: Ministério da Saúde

Clique aqui para acessar o Protocolo de Imunotolerância para tratamento de pacientes com hemofilia do tipo A

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