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Diabetes mellitus gestacional

O início de uma gravidez é marcado pelas inúmeras modificações no corpo da mulher, entre elas as hormonais, que podem ocasionar disfunções para o organismo, como é o caso do Diabetes mellitus gestacional (DMG). O DMG é uma condição de intolerância à glicose, com graus de intensidade variados, reconhecida ou manifestada, pela primeira vez, durante a gestação independentemente da idade gestacional. Sua ocorrência é observada em cerca de 4% das gestações, e essa condição pode ou não persistir após o parto, quando se deve fazer nova avaliação. 

A glândula endócrina localizada no pâncreas, responsável pela produção de insulina, tem como função controlar a quantidade de glicose no sangue. Em virtude, das mudanças que ocorrem no organismo da gestante, alguns hormônios podem prejudicar a ação da insulina, dificultando a absorção de glicose pelas células. Para a maioria das mulheres, o corpo compensa este desequilíbrio aumentando a fabricação de insulina, mas quando há diminuição desta produção, eleva-se a taxa de glicose sanguínea e surge o Diabetes mellitus gestacional.

Os sintomas da hiperglicemia (alta taxa de glicose no sangue) são:

sede excessiva;

aumento da vontade de urinar;

perda de peso;

cansaço;

vômito e náusea;

visão embaçada;

infecção por candidíase vaginal;

Obs.: Geralmente não há sintomas ou dificilmente são percebidos.


A presença de DMG determina uma gestação de risco, dessa forma, os fatores de risco mais importantes são:

Idade materna superior a 35 anos;

Baixa estatura;

Presença de hipertensão arterial;

Gordura de localização abdominal;

Presença de parentes de primeiro grau com Diabetes;

Gestações anteriores com bebês muito grandes ou com má formação;

Retardo de crescimento do feto;

Morte fetal ou neonatal sem causa aparente;

Aumento excessivo de peso na gravidez atual.


O reconhecimento da doença logo no início da gestação é imprescindível, pois a gestante deverá ser encaminhada para o pré-natal de alto risco e acompanhada por uma equipe multidisciplinar (Obstetra, Endocrinologista, Nutricionista, Enfermeiro e Assistente social). As gestantes devem ser observadas quinzenalmente até as 36 semanas de gestação, e, semanalmente após esta data, a fim de evitar a mortalidade materna e as complicações fetais, tais como: macrossomia (fetos muito grandes), imaturidade pulmonar fetal, hipoglicemia (taxa de glicose no sangue abaixo do normal), hipocalcemia (baixo teor de cálcio no sangue) e hiperbilirrubinemia (aumento do teor de pigmentação vermelha no sangue) nos recém-nascidos, além de má formação do bebê. Na gestante podem ocorrer complicações como: cetoacidose diabética (ocorre durante a hiperglicemia – as células não recebem glicose como fonte energética, recorrendo ao tecido adiposo e muscular para produção de energia, acumulando corpos cetônicos no sangue), isso leva à desidratação e desequilíbrio eletrolítico: pré-eclâmpsia (que acontece com o aumento da tensão arterial; infecções urinárias e trabalho de parto prematuro, devido ao aumento de líquido amniótico). 


O papel da enfermagem na promoção da saúde da gestante com diabetes é essencial, e a sua atuação a esta clientela compreende ações como:  

Prevenção das complicações ou minimização dos potenciais riscos;

Ajuda a família e a mulher a prepararem-se para o parto ao longo da gestação;

Realização de orientações de hábitos e comportamentos saudáveis;

Controle do diabetes.


Tratamento

Se diagnosticada precocemente, a gestante pode ter uma gravidez tranquila, recebendo orientação especializada e tratamento adequado. Além de realizar uma dieta rigorosa própria para diabéticos, a fim de controlar os níveis glicêmicos, deve-se monitorá-los constantemente para que permaneçam dentro do padrão de normalidade.

Daí a importância da verificação da taxa de glicemia durante os exames pré-natais, já que é nesta fase que os índices de glicose no sangue da gestante podem estar elevados. A gestante deve ainda ser incentivada a realizar atividades físicas com exercícios próprios para esta fase, como hidroginástica, caminhadas e aulas de alongamento e relaxamento corporal, porém sempre respeitando seus limites.

A realização de tratamento com insulina, especificamente aquele que não causa perigo para o bebê, só deve ser introduzido caso a dieta não seja suficiente para manter os níveis adequados de glicemia no organismo da gestante ou se ocorrer um crescimento exagerado do feto.

Vale lembrar que os níveis de glicemia da gestante também devem ser acompanhados após o parto, ainda que a maior parte das mulheres deixe de apresentar as características do Diabetes, apesar de ter maiores chances de desenvolver a doença no futuro.


Texto escrito pelos monitores do Programa Proficiência Emanuel Postui de Castro, Amanda de Carvalho Silva Camargo e Paula Larissa Pereira da Cruz


REFERÊNCIAS


FRANCISCO, R. P. V.; TRINDADE, T. C.; ZUGAIB, M. Diabetes gestacional, o que mudou nos critérios de diagnóstico?. Rev. Bras. Ginecol. Obstet. v.33, n. 8, p. 171-173. 2011. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.1590/S0100-72032011000800001>. Acesso em: 13 mar. 2012.


SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENDOCRINOLOGIA E METABOLOGIA. Diabetes mellitus gestacional. Rev. Assoc. Med. Bras. v. 54, n.º 6, pp. 477-480. 2008. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.1590/S0104-42302008000600006>. Acesso em: 13 mar. 2012.




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Uma Avaliação Sobre as Condições Atuais e o Papel da Enfermagem com a Saúde do Idoso

O envelhecimento é, sem dúvida, um processo biológico cujas alterações determinam mudanças estruturais no corpo e em decorrência disso, modificam suas funções. Envelhecer é inerente a todo ser vivo, no caso do ser humano, esse processo assume dimensões que ultrapassam o ‘’simples’’ ciclo biológico, pois pode acarretar, também, em consequências sociais e psicológicas.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define como idoso um indivíduo com 65 anos ou mais de idade nos países desenvolvidos e 60 anos ou mais de idade nos países subdesenvolvidos.

Falar sobre o envelhecimento é algo complexo. Tal complexidade resulta da mútua dependência entre os aspectos biológicos, psicológicos e socioculturais que interagem no ser humano. No envelhecimento, esses diferentes aspectos se impõem, mediante a estreita interdependência entre eles. Em outras palavras, as mudanças biológicas têm implicações no meio ambiente, que vai absorvê-las de acordo com as normas, valores e critérios da sociedade, e, da cultura na qual o envelhecimento ocorre. 

O Brasil, à semelhança dos demais países latino-americanos, está passando por um processo de envelhecimento populacional rápido e intenso. De 6,3% da população total, em 1980, as pessoas com 60 anos ou mais passarão a representar 14%, em 2025 - em números absolutos será uma das maiores populações de idosos do mundo. As implicações sociais e concernentes à saúde pública são dramáticas e têm sido objeto de discussão.

 O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), após contabilizar os dados coletados no Censo de 2010, afirma que o Brasil tem uma população de 14.115.929 de idosos. Um dado de extrema relevância para a sociedade, pois define o crescimento populacional bem acentuado nessa faixa etária.

Mediante o envelhecimento da população brasileira, faz-se necessário que os profissionais de enfermagem reflitam sobre  o papel da Enfermagem na saúde do idoso.

A avaliação funcional do idoso faz parte do cuidado de enfermagem, com ênfase na pessoa e nos sistemas de apoio que ela pode contar. Assim, consideramos que o enfermeiro, inserido numa equipe mutidisciplinar, deve assistir ao idoso de maneira individualizada, levando em consideração as suas limitações físicas, psíquicas e ambientais.

A assistência sistematizada de enfermagem permite identificar os problemas dos idosos de maneira individualizada, planejar, executar e avaliar o atendimento a cada situação. Para tanto, direcionando a assistência para nível ambulatorial, a consulta de enfermagem é uma atividade que atende a estas questões aqui colocadas, por meio da qual o enfermeiro assume a responsabilidade das ações de enfermagem a serem determinadas frente aos problemas detectados e estabelece a sua intervenção. 

Tendo em vista o enfoque nas atividades da vida diária (AVD) durante o processo de reabilitação, o modelo criado pela enfermeira Nancy Roper e, posteriormente elaborado em conjunto com Logan e Tierney (ROPER et al.,1981; 1985) propõe a adequação da realidade à experiência em uma proposta de consulta de enfermagem, que avalia as atividades da vida diária do idoso.

A atuação do profissional de enfermagem junto ao idoso está centralizada no processo de educar para a saúde, para o "autocuidar", baseando-se no conhecimento do processo de senescência e senilidade e no retorno da capacidade funcional para a realização das suas atividades, com o intuito de atender às suas necessidades básicas e alcançar sua independência e felicidade (CAMPEDELLI, 1983). 

Tal colocação embasa a assistência de enfermagem na situação de saúde e de doença, assim como direciona suas ações para um processo de reabilitação que vise o autocuidado. Neste processo, o enfermeiro e os demais profissionais envolvidos, devem atuar junto ao idoso e seus familiares, apoiando suas decisões, ajudando-os a aceitar as alterações na imagem corporal quando existentes, num processo educativo e congruente às necessidades individuais (DRENCH, 1994). O diagnóstico da doença do idoso pode não ter tanta importância quanto às consequências dele na qualidade de vida do idoso, ou seja, na sua capacidade funcional e na manutenção da independência para as atividades diárias.

Salienta-se que o idoso é, sobretudo, capaz de contribuir como cidadão na sociedade em que se encontra inserido. Para tanto, é necessário que o mesmo seja incentivado a manter uma vida ativa, tanto no âmbito familiar quanto cultural e social. 

Assim, a enfermagem pode contribuir no sentido de prestar uma assistência especializada, dotada de conhecimento no que concerne o idoso em seu âmbito histórico e como integrante da sociedade brasileira, tendo em vista as políticas destinadas a essa população, bem como seus direitos e deveres.


Texto escrito pelas monitoras do Programa Proficiência Francisca Rafaela P. de Amorim e Jeana Hecke Polak


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


BRUMMEL-SMITH, K. Rehabilitation. In: HAM, R.J.; SLOANE, P.D. Primary care geriatrics - case - based approach. 3ed. New York: Mosby, 1997. Cap. 11, p. 139-152.


CAMPEDELLI, M. C. Atuação da enfermagem em geriatria e gerontologia. Rev. Paul. Hosp., v. 31,n. 9/10, p. 198-200, 1983.




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Postura Ética do Profissional de Enfermagem Frente à Puérpera Portadora de HIV/AIDS.

Os primeiros casos da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) ocorreram nos Estados Unidos da América em 1978, a partir da identificação de um número elevado de pacientes adultos do sexo masculino homossexual que apresentavam comprometimento do sistema imune com consequentes infecções oportunistas, e que se tratava de uma doença provavelmente infecciosa e transmissível. A partir daí, verificou-se uma rápida disseminação para os demais países, constituindo tempos depois, a nível mundial, um dos mais graves problemas de saúde pública (AMATO NETO, 1989).

No Brasil, o primeiro caso de AIDS foi notificado retrospectivamente no Estado de São Paulo como tendo ocorrido em 1980. Desde os primeiros casos até o final da década de 1980, o número de doentes aumentou notavelmente e importantes mudanças ocorreram no perfil epidemiológico (AMATO NETO, 1989).

Apesar do oferecimento do exame sorológico para a detecção da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) e a distribuição gratuita da medicação antirretroviral, ainda existem dificuldades na identificação das gestantes soropositivas durante o pré-natal, fazendo com que muitas mulheres cheguem ao parto sem conhecer suas condições sorológicas. 

Entretanto, muitas mulheres chegam ao trabalho de parto sem terem feito o pré-natal. Para estas mulheres, a única oportunidade de terem acesso a um teste anti-HIV é na hora do parto, o que traz questionamentos sobre aspectos éticos da própria testagem e do aconselhamento nesta situação (LAMBERT 1997).

Obviamente, o momento do parto não é uma situação ideal para aconselhamento e indicação de um teste anti-HIV. Entretanto, negar à mulher a oportunidade de ser testada e não fornecer o tratamento adequado ao recém-nascido, sendo que tal terapia está disponível e pode reduzir significativamente a chance da criança contrair o HIV, parece mais danoso do que qualquer discussão sobre a propriedade da testagem no momento do parto. 

As rotas possíveis para a transmissão vertical do vírus são: Intra-útero transplacentária pela circulação materna, intraparto pela inoculação ou ingestão de sangue ou outros líquidos infectados, pós-parto via amamentação. A redução da taxa da transmissão vertical depende de intervenções que não devem ser direcionadas apenas para a população afetada pela epidemia de AIDS, mas a todas as mulheres e crianças, oferecendo uma assistência de qualidade desde o pré-natal (LOWDERMILK , 2002).

O teste utilizado para a detecção de anticorpos anti-HIV no pré-natal é pelo método ELISA, que não permite resultados imediatos, prejudicando seu uso na identificação de pacientes que chegam às maternidades durante o trabalho de parto sem conhecimento de sua sorologia. Para estas finalidades foram desenvolvidos os "testes rápidos", que permitem a identificação das parturientes portadoras do vírus HIV que não apresentem exame sorológico anterior. Os testes rápidos para o HIV se mostraram altamente específicos, sensíveis, de baixo custo e de fácil execução (LAMBERT 1997).

É comum após o parto ocorrer a diminuição da adesão da mulher ao acompanhamento médico, devendo-se monitorar o seu comparecimento às consultas e fazendo busca ativa, se necessário. É recomendado que a mulher seja orientada quanto à importância do seu acompanhamento clínico e ginecológico e do acompanhamento da criança até a definição de sua situação sorológica; esta recomendação deve ocorrer durante todo o pré-natal e reforçada na alta do puerpério (LAMBERT 1997).

Cabe aos profissionais de enfermagem incumbir-se de uma participação-chave e desafiadora, uma vez que o contato com os acometidos é frontal e emocional, podendo estes profissionais capturar informações preciosíssimas da cadeia transmissiva e ceder informações não menos valiosas para a elevação da autoestima do portador, encorajando-o para adesão ao tratamento.

Diferentemente dos outros profissionais multidisciplinares, a enfermagem lida com as verdades mais absolutas dos acometidos como higiene, linguagem, vestuário, vaidades e objetos pessoais que podem sinalizar traços de personalidade e status da condição deles no que se refere à aceitação da doença e disposição em cuidar-se, aumentando-lhes a probabilidade de sobrevida e, sobretudo, evitando a propagação da patologia.

Frequentemente ocorrem dilemas éticos relacionados com o HIV e estes requerem do profissional constante atualização diante das diversas inovações desta assistência. Além disso, exige-se ampla competência, pois os profissionais sempre se deparam com questionamentos éticos e legais a respeito da sua atuação. (BARROSO et al, 2005).

Diante da dificuldade do profissional em seguir seu código de ética durante a assistência, parece-lhe mais difícil ainda entender as questões éticas que permeiam a assistência com portadores de HIV. Antes da grande responsabilidade ética exigida no cuidado de puérperas portadoras de HIV, reforça-se a necessidade de conscientização e de integração do pensamento ético na prática profissional cotidiana. A enfermagem precisa conhecer e estudar o seu código de ética. Precisa também adquirir maturidade para a utilização de tais normas (BARROSO et al, 2005).

A partir daí, poderá se fortalecer o pensamento ético, resultando num profissional mais humanizado. Para prestar devidamente os cuidados exigidos, o enfermeiro deveria permanecer mais tempo ao lado do paciente. Desse modo poderia oferecer melhor assistência fundamentada no respeito à dignidade, mediante atitude neutra e de maneira confidencial, e assim detectar problemas físicos, emocionais e familiares a serem tratados por profissionais de outras áreas (BARROSO et al, 2005).

É tarefa da ética profissional exercitar uma reflexão crítica, questionadora, que tenha por finalidade não apenas limitar-se à observância e ao cumprimento de códigos, mas, principalmente, pautar-se no seu compromisso ético com a qualidade de vida do indivíduo, da família e da comunidade (BARROSO et al, 2005).

Cuidados com Recém-Nascido: Imediatamente após o parto, lavar o recém-nascido com água e sabão; Aspirar delicadamente as vias aéreas evitando traumatismo de mucosas; Não amamentar, usar fórmula infantil, ou leite pasteurizado de bancos de leite; credenciados pelo ministério da saúde; A criança deverá ficar em alojamento conjunto e deverá ser encaminhada para realizar tratamento profilático.

Recomendações no Puerpério: Informar sobre os riscos de transmissão do HIV pela amamentação; Inibir lactação; O seguimento obstétrico é igual ao de qualquer outra mulher, salvo em situações especiais de complicação; Encaminhar ao Planejamento Familiar; Orientar sobre a prevenção de DST e reinfecção pelo HIV. Uso de preservativo em todas as relações sexuais independente do parceiro ser soropositivo.


Referências:

AMATO NETO, V. B. Doenças transmissíveis, Editora Sarvier, 3ª edição, 1989.

LOWDERMILK, D. L. O cuidado em enfermagem materna, 5. ed. – Porto Alegre: Artmed Editora, 2002.

LAMBERT, J.S. & NOGUEIRA, S.A. Manual para o Acompanhamento Clínico da Mulher Infectada pelo HIV. Programa de Assistência Integral à Gestante HIV positivo, p.17-25, 1ª ed., RJ, 1997.

REZENDE, J. de & MONTENEGRO, C. A. B. Obstetrícia Fundamental. 8ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1999.

AMATO NETO, V. B. Doenças transmissíveis, Editora Sarvier, 3ª edição, 1989.

BARROSO, L. M. M. et al. Aspectos Éticos da Interação Enfermeiro-Puérpera com HIV/AIDS. 2005.


Texto escrito pelas monitoras do Programa Proficiência Cláudia Maria Baroni Fernandes e Natália Josefina Bueno.


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A Inserção do Profissional de Enfermagem no Atendimento Pré-Hospitalar

O Serviço de Atendimento Pré-Hospitalar (APH) oferece atendimento imediato às pessoas em risco iminente de morte, principalmente nos acidentes traumáticos, com o objetivo de reduzir o impacto do trauma na morbidade e mortalidade da população acometida. O atendimento Pré-Hospitalar (APH) foi inserido no contexto brasileiro em meados da década de 1980 com o grupo de Pioneiros denominado de "Grupo de Emergência do Corpo de Bombeiros". (RAMOS E SANNA, 2005)

Visando a melhoria nesse atendimento, foi criado o Serviço de Atendimento Móvel às Urgências (SAMU), o qual oferece atendimento às pessoas em situações de urgência ou emergência, no próprio local de ocorrência do evento, garantindo atendimento precoce. Tais serviços são acionados por telefonia de discagem rápida, por meio do número 192, padronizado em todo o território brasileiro. (RAMOS E SANNA, 2005)

O atendimento do SAMU é realizado em ambulâncias, as quais funcionam como uma unidade de terapia intensiva móvel, por conterem os equipamentos e materiais necessários para atender qualquer tipo de paciente.

Segundo Bueno e Bernardes (2010), as ações do APH são divididas em Suporte Básico de Vida (SBV) e Suporte Avançado de Vida (SAV). O atendimento de SBV pode ser realizado por técnico ou auxiliar de enfermagem na companhia de um motorista/socorrista. Já o  SAV tem como características procedimentos invasivos com maior complexidade, por isso é de competência do enfermeiro e do médico. 

Desta forma, o atendimento do enfermeiro é ligado diretamente ao paciente no estado grave sob o risco iminente de morte. Este deve estar devidamente registrado no Conselho Regional de Enfermagem, habilitado para ações específicas de Enfermagem, sendo que suas atividades não se restringem ao atendimento da vítima, mas é necessário realizar serviços administrativos e operacionais nesse tipo de atendimento.  

Entre as suas atribuições estão a supervisão direta ou indireta e a avaliação da equipe de enfermagem, executar prescrições médicas passadas (via rádio ou telefone) e prestar cuidados a pacientes graves com risco iminente de morte, além de tomar decisões imediatas. A supervisão e gerenciamento da equipe e da prestação de serviço são peculiares neste setor, para tanto o profissional deve manter sua equipe capacitada e ciente de todas as atitudes a serem tomadas, uma vez que o erro poderá custar uma vida.

A inserção dos profissionais de enfermagem no APH representa ampliação das possibilidades de atuação da profissão, pois a contribuição destes profissionais é de extrema necessidade a população..

Contudo, ressalta-se que a discussão da inserção da equipe de enfermagem no APH é necessária, a fim de despertar nos profissionais o cuidado pautado na individualidade, bem como que se extrapole as ações assistenciais à promoção da saúde. Além disso, em relação ao papel do enfermeiro, faz-se necessária a ampliação de sua atuação no gerenciamento, estruturação dos serviços e desenvolvimento de ações educativas nesse seguimento sendo este desde o Suporte Básico até o Avançado.,



REFERÊNCIAS

BUENO ,A. de A.; BERNARDES, A. Percepção da equipe de enfermagem de um serviço de atendimento Pré Hospitalar Móvel sobre o gerenciamento de Enfermagem. Texto Contexto Enferm, v.19, n.º1, p. 45-53. Florianópolis, Jan-Mar 2010.


RAMOS, V. O.; SANNA, M. C. A inserção da enfermeira no atendimento pré-hospitalar:. histórico e perspectivas atuais. Rev Bras Enferm. v. 58, n.º 3, p. 355-360. Mai.-jun. 2005.



Texto redigido pelas monitoras do Programa Proficiência Daniele Pedroso e Isabel Cristina dos Santos


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Doença Hipertensiva Específica da Gravidez (DHEG)

Doença Hipertensiva Específica da Gravidez (DHEG) é uma patologia que acomete as gestantes, em geral, na segunda metade da gestação e, mais frequentemente, no seu terceiro trimestre (REZANDE, 1998)

As síndromes hipertensivas são as complicações mais frequentes na gestação e constitui, no Brasil, a primeira causa de morte materna, principalmente quando se instalam nas formas graves como a eclampsia (CUNHA E DUARTE, 1998).

De acordo com Morton (2007), a DHEG é classificada em:

•    Hipertensão induzida pela gravidez (em primíparas):
•    Pré-eclampsia - desenvolvimento da hipertensão depois da 20ª semana de gestação complicada por envolvimento renal levando a proteinúria.
•    Eclampsia: pré-eclâmpsia complicada por envolvimento do sistema nervoso central (SNC) levando à convulsões;
•    Hipertensão crônica que antecede a gestação;
•    Hipertensão crônica com toxemia superposta.

Os sinais de pré-eclampsia podem ser três: hipertensão, edema e proteinúria. A pré-eclampsia tem como forte indício o edema generalizado (parede abdominal, face, região lombosacra e mãos) e o aumento de peso acima de 1kg por semana. Outros sinais e sintomas podem surgir e à medida que a doença progride o vasoespasmo se agrava, podendo ocasionar alterações no fundo do olho como edema de retina, constrição ou espasmo arteriolar e hemorragias. Cefaleias, tonturas, distúrbios visuais e hiperreflexia podem aparecer decorrentes da irritabilidade crescente do sistema nervoso central. Em alguns casos a retina pode descolar-se, mas a fixação da retina ocorre espontaneamente após o parto. A dor epigástrica é um sintoma tardio, que é atribuída ao estiramento da cápsula hepática devido ao edema e/ou hemorragias (ZIEGEL E CRANLEY, 1985).

Já na eclampsia, o edema acentuado pode deformar as feições da mulher até torná-la irreconhecível. Sintomas como oligúria, anúria e proteinúria aparecem, a pressão arterial pode atingir valores acima de 180/110 mmHg. Podem ocorrer convulsões tônico-clônica que são precedidas por uma aura (sensação subjetiva e passageira que procede a uma crise). Essas crises começam com o bater das pálpebras ou por um espasmo dos músculos faciais, os olhos estão bem abertos e fixos, as pupilas estão geralmente dilatadas. Na sequencia todo o corpo se enrijece e todos os músculos se contraem e relaxam alternadamente. Após uma convulsão a paciente fica em coma que varia em duração e profundidade, a condição dessa paciente é sugestiva da evolução da doença (ZIEGEL E CRANLEY, 1985).

A cura para a DHEG é o parto. Por essa razão, se o parto não é aconselhado devido à imaturidade fetal, os esforços são dirigidos no sentido de controlar os sintomas, a fim de melhorar a condição materna e fetal até que o parto possa ser  realizado (ZIEGEL E CRANLEY, 1985).

Os objetivos terapêuticos no tratamento da DHEG são finalizar a gestação com o mínimo de trauma materno-fetal, promover o desenvolvimento normal da criança, restaurar a saúde materna, diminuir a irritabilidade do sistema nervoso central, controlar a pressão sanguínea e promover a diurese (KNOBEL, 1998).

A DHEG é considerada uma doença possível de prevenção em quase todas as circunstâncias. Quando assume a responsabilidade de cuidar da saúde, a mulher que faz o pré-natal sabe reconhecer as alterações que necessitam de avaliação, permitindo o diagnóstico e o tratamento antes da eclâmpsia ocorrer. A DHEG devidamente tratada quase sempre pode ser controlada de forma a não progredir até a convulsão (ZIEGEL E CRANLEY, 1985).

A prematuridade constitui ainda em nossos dias uma das complicações mais frequentes da DHEG decorrente de um trabalho de parto espontâneo, em razão ou da contratilidade uterina aumentada ou, comumente, da conduta obstétrica de interrupção da gravidez, quando o quadro clínico se agrava e há comprometimento das condições maternas ou fetais (FERRAO et al, 2006).

O enfermeiro é um dos profissionais de nível superior da área da saúde responsável pela promoção, prevenção e recuperação da saúde dos indivíduos. Duas referências utilizadas descrevem condutas de enfermagem para pacientes com hipertensão induzida pela gravidez com diversos objetivos como (ZIEGEL E CRANLEY, 1985; SOARES E FLORIANO, 2008):

•    Diminuir a irritabilidade do sistema nervoso central;
•    Controlar a pressão sanguínea:
•    Promover a diurese;
•    Controlar o bem estar fetal;
•    Auxiliar na dor;
•    Aliviar náuseas e vômitos;
•    Reduzir edema.

REFERÊNCIAS

CUNHA, S. P. da; DUARTE, G. Gestação de Alto Risco. Rio de Janeiro: Medsi, 1998.
FERRAO, M. H. de L. et al. Efetividade do tratamento de gestantes hipertensas. Rev. Assoc. Med. Bras.. São Paulo, v. 52, n. 6, 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php>. Acesso em: 30 Set 2011.
KNOBEL, E. Condutas no Paciente Grave. 2ª ed. v.2. São Paulo: Atheneu, 1998, p.1181-1186.
MORTON, P. G. et al. Cuidados Críticos de Enfermagem: Uma Abordagem Holística. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara e Koogan, 2007.
REZENDE, J. de. OBSTETRICIA. 8ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998
SOARES, H. de S.; FLORIANO, N. A. R.; ROSSO, L. A enfermagem e os cuidados na pré-eclâmpsia. Curitiba, 2008.
ZIEGEL, E. E; CRANLEY, M. S. Enfermagem Obstétrica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 1985.
 

Texto escrito pelas monitoras do Programa Proficiência: Ana Paula Herrera de França e Neyriane Thaynara dos Santos Vieira.


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