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Blog

Classificação de risco por cores: uma ferramenta de avaliação em emergência

O sistema de classificação de risco foi criado com o intuito de se evitar intercorrências entre os pacientes graves que são atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se de um processo dinâmico de identificação dos pacientes que necessitam de tratamento imediato, de acordo com o potencial de risco, agravos à saúde ou grau de sofrimento (ABBÊS; MASSARO, 2004).

De acordo com o Ministério da Saúde (2002), a triagem classificatória deverá ser realizada por meio de protocolos pré-estabelecidos, por profissionais de saúde de nível superior, com treinamento específico; sendo proibida a dispensa de pacientes antes que estes recebam atendimento médico. 

O Protocolo é um instrumento de apoio que visa à identificação rápida e científica do doente de acordo com critérios clínicos para determinar em que ordem o paciente será atendido. Trata-se de um modelo em que diferentes enfermeiros obtêm os mesmo resultados na análise do paciente, aumentando a agilidade e a segurança nos serviços de urgência (CORENPR, 2010).

Após a triagem, os pacientes são encaminhados aos consultórios médicos. Uma vez realizado o atendimento, o paciente deverá ter sua referência garantida, por meio do encaminhamento realizado às centrais de regulação ou aos fluxos previamente pactuados (BRASIL, 2002).


TABELA 1 - NÍVEIS DE GRAVIDADE POR COR E TEMPO DE ATENDIMENTO

tabela de níveis de gravidade por cor e tempo de atendimento

 FONTE: NISHIO; FRANCO (2011)


As cores utilizadas possuem as seguintes definições: 


Vermelho

  O atendimento deve ser imediato. Doentes com situações clínicas de maior risco, como por exemplo: 

Politraumatizado grave - Lesão grave de um ou mais órgãos e sistemas; Escala de Coma de Glasgow (ECG) < 12.

Queimaduras com mais de 25% de área de superfície corporal queimada ou com problemas respiratórios.

Trauma Cranioencefálico grave – ECG <12.

Estado mental alterado ou em coma - ECG <12; história de uso de drogas.

Comprometimentos da coluna vertebral.

Desconforto respiratório grave.

Dor no peito associada à falta de ar e cianose. 

Perfurações no peito, abdome e cabeça.

Crises convulsivas (inclusive pós-crise).

Intoxicações exógenas ou tentativas de suicídio com ECG <12.

Anafilaxia ou reações alérgicas associadas à insuficiência respiratória.

Tentativas de suicídio.

Complicações de diabetes (hipo ou hiperglicemia).

Parada cardiorrespiratória.

Hemorragias não controláveis.

Infecções graves – febre, exantema petequial ou púrpura, alteração do nível de consciência.

Alterações de sinais vitais em paciente sintomático.

Pulso > 140 ou < 45

PA diastólica < 130 mmHg

PA sistólica < 80 mmHg

FR >34 ou <10


Amarelo

Tempo de espera recomendado até 30 minutos. Casos urgentes, como:

Politraumatizado com ECG entre 13 e 15; sem alterações de sinais vitais.

Cefaleia intensa de início súbito ou rapidamente progressiva, acompanhada de sinais ou sintomas neurológicos, parestesias, alterações do campo visual, dislalia, afasia.

Trauma cranioencefálico leve (ECG entre 13 e 15).

Diminuição do nível de consciência.

Alteração aguda de comportamento - agitação, letargia ou confusão mental.

História de Convulsão /pós-ictal–convulsão nas últimas 24 horas.

Dor torácica intensa.

Desmaios.

Alterações de sinais vitais em paciente sintomático:

FC < 50 ou > 140

PA sistólica < 90 ou > 240

PA diastólica > 130

T < 35 ou. 40


Verde

  Tempo de espera recomendado até uma hora (60 minutos). Casos de menor gravidade, por exemplo:

Idade superior a 60 anos.

Gestantes com complicações da gravidez.

Deficientes físicos.

Retornos com período inferior a 24 horas devido a não melhora do quadro.

Impossibilidade de deambulação.

Asma fora de crise.

Enxaqueca – pacientes com diagnóstico anterior de enxaqueca.


Azul

Tempo de espera recomendado até duas horas (120 minutos). Casos de menor gravidade, como:

Queixas crônicas sem alterações agudas.

Procedimentos como: curativos, trocas ou requisições de receitas médicas, avaliação de resultados de exames, solicitações de atestados médicos (BRASIL, 2004).


De acordo com a Lei do Exercício Profissional de Enfermagem, cabe ao enfermeiro realizar a Classificação de Risco, uma vez que a Lei n.º 7.498/86 incumbe, privativamente ao enfermeiro, a Consulta de Enfermagem e a realização de técnicas de maior complexidade, que exijam conhecimentos científicos adequados, e a capacidade de tomar decisões rápidas (NISHIO; FRANCO, 2011).

Com esse Protocolo Clínico de classificação de risco por cores, os serviços de urgência atendem em primeiro lugar os doentes mais graves e não necessariamente os que chegarem antes. A seleção acontece a partir de uma observação prévia, na qual um conjunto de sintomas ou de sinais é identificado para atribuir uma cor ao paciente. A cor corresponde ao grau de prioridade clínica no atendimento e a um tempo de espera recomendado (CORENPR, 2010).

Sabendo desta prioridade o que você, como profissional de saúde, levará em consideração para classificar os pacientes? 


Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS n.º 2048, de 5 de novembro de 2002. Brasília, 2002. Disponível em: <http://www.saude.mg.gov.br/atos_normativos/legislacaosanitaria/estabelecimentos-de-saude/urgencia-e-emergencia/portaria_2048_B.pdf>. 

BRASIL. Ministério da Saúde. Acolhimento com Avaliação e Classificação de Risco. Brasília, 2004. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/acolhimento.pdf>.

COREN PR. Conselho Regional de Enfermagem do Paraná. Protocolo de Manchester será utilizado por Enfermeiros em Curitiba. Disponível em: http://www.corenpr.org.br/noticias/2009/protocolo_manchester.html.

ABBÊS, C.; MASSARO, A. Acolhimento com classificação de risco. Brasília: Ministério da Saúde, 2004. Disponível em: http://www.saude.sc.gov.br/hijg/gth/Acolhimento%20com%20Classifica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Risco.pdf

NISHIO, E. A.; FRANCO, M. T. G. Modelo de Gestão em Enfermagem: qualidade assistencial e segurança do paciente. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.


Texto escrito pelas Monitoras Claudia Luisa Guras, Diana Aparecida Veber e Tatiane Motta Huggler.



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Acolhimento com Classificação de Risco – um novo modelo para a assistência

Atualmente, muitos serviços de atendimento à urgência e emergência sofrem com o problema das superlotações e grandes filas. Isto está relacionado, principalmente, ao aumento da violência urbana, e a consequente procura por assistência devido a acometimentos simples, que poderiam ter sido resolvidos na atenção primária. A isso, acrescentam-se problemas da atenção prinária relacionados à insuficiente estruturação desse nível de atenção, por exemplo.

Assim, o maior problema é a quantidade grande de pessoas que disputam atendimento sem nenhum critério, a não ser a ordem de chegada, que não determina, e, tampouco, considera a gravidade dos casos. Essa não classificaçaõ favorece o agravo do quadro na própria fila, que, por vezes, pode evoluir para morte devido ao não atendimento no tempo correto.

Diante disso, o Ministério da Saúde procura alternativas para organizar o atendimento, bem como o fluxo, do atendimento à saúde. A proposta é que cada serviço, em seu nível de assistência, seja responsável apenas pelas atividades da sua competência. Para isso, prevê-se estruturação dos sistemas de urgência e emergência e o envolvimento com toda a rede de assistência (do pré-hospitalar ao hospitalar), capacitando e responsabilizando cada componente a uma parcela da demanda de urgência, respeitando a capacidade de resolução e os limites de complexidade de cada componente da rede assistencial (BRASIL, 2002).

Dessa forma, modifica-se o processo de triagem, alternando inclusive sua terminologia para acolhimento com classificação de risco (ACCR). O ACCR utilizado como dispositivo tecnoassistencial possibilita a reflexão e mudança nas maneiras de executar a assistência, visto que questiona a clínica no trabalho em saúde, os modelos de atenção e gestão e o acesso aos serviços.

Deve-se, portanto, avaliar além dos riscos, a vulnerabilidade, atentando aos graus de sofrimento físico e psiquiátrico, pois a ausência de sinais físicos não determina a ausência de gravidade no caso, como alguém que tenha ingerido veneno é vá andando até a unidade apresentando como único sinal a angústia, por exemplo.

Assim, o ACCR visa melhorar o acesso dos usuários aos serviços de saúde, a fim de propiciar melhorias da forma tradicional de entrada por filas e por ordem de chegada; as relações entre profissionais de saúde e usuários no que se refere à forma de escutá-lo em seus problemas e demandas; aperfeiçoar o trabalho em equipe com a integração e complementaridade das atividades exercidas pelas categorias profissionais; aumentar a responsabilização dos profissionais de saúde em relação aos usuários e a elevação dos graus de vínculo e confiança entre eles; abordar o usuário para além da doença e suas queixas; e pactuar com o usuário da resposta possível à sua demanda, de acordo com a capacidade do serviço. (BRASIL, 2006)

Devemos salientar que o acolhimento não é um espaço ou um local, mas uma postura ética; não pressupõe hora ou profissional específico para fazê-lo, mas implica necessariamente o compartilhamento de saberes, angústias e invenções. Já a classificação de risco, é uma atividade realizada pelo profissional de enfermagem de nível superior, preferencialmente com experiência em serviço de urgência, e após capacitação específica para a atividade proposta. Portanto, ela deve ser realizada de forma coerente, respaldada e fundamentada em princípios éticos e humanitários.

A Classificação de risco torna-se uma ferramenta de organização, além de seu aspecto mais importante, a proposta de outra ordem de atendimento, que não a ordem de chegada. Podemos, então, destacar suas funções e benefícios:

• Garante o atendimento imediato do usuário com grau de risco elevado;
• Informa o paciente que não corre risco imediato, assim como a seus familiares, sobre o tempo provável de espera;
• Promove o trabalho em equipe, por meio da avaliação contínua do processo;
• Proporciona melhores condições de trabalho para os profissionais, pela discussão da ambiência e implantação do cuidado horizontalizado;
• Aumenta a satisfação dos usuários e, principalmente,
• Possibilita a investigação da pactuação e a construção de redes internas e externas de atendimento.

Reforça-se ainda que, a avaliação de risco só será efetiva e contribuirá para melhorias na qualidade da assistência, quando vinculada à pactuações internas (laboratório, enfermarias, centro cirúrgicos) e externas (interação domiciliar, reinserção do usuário pós-alta), estabelecimento claro e fixo de fluxos por grau de risco.

A enfermeira, no serviço de saúde, seja de nível primário, secundário ou terciário, deve zelar por uma assistência de qualidade. A partir de uma classificação realizada com acurácia por parte do enfermeiro, é possível organizar o serviço e mudar os modos de prestar assistência, com vistas ao atendimento humanizado e a promoção de uma assistência integral, de forma que cada profissional possua uma visão holística do ser humano a ser atendido.

Resta-nos o desafio hoje relacionado à padronização do processo de acolhimento com classificação de risco, por meio de medidas uniformes em todo território nacional. Os hospitais brasileiros que aderiram ao ACCR utilizaram protocolos internacionais e obtiveram bons resultados, melhorando fluxo de atendimento, resolutividade, aceitação de tempo de espera e diminuição de mortalidade.

Para isso, é importante enfatizar aqui que, o protocolo utilizado deve incluir toda a equipe que atua na urgência: enfermeiros, técnicos de enfermagem, médicos, psicólogos, assistentes sociais e funcionários administrativos.

Um dos protocolos mais conhecidos e utilizados no Brasil é o de Acolhimento com Classificação de Risco que classifica a prioridade que o cliente demanda por meio de cores. Esse modelo você irá conhecer, com mais detalhes, no texto da semana que vem aqui no blog. Fique atento!

Agora que vocês conheceram um pouco melhor sobre o acolhimento com classificação de risco, o que você acha desse novo modelo de atendimento? Benefícios ou riscos? Onde você acha que está a sua responsabilidade nesse processo?

Aproveite e confira a atualização sobre este tema clicando aqui.

REFERÊNCIAS

Toledo, AD. Acurácia de enfermeiros na classificação de risco em Unidade de Pronto Socorro de um Hospital Municipal de Belo Horizonte. Dissertação de Metrado. Pós Graduação em Enfermagem. Universidade Federal de Minas Gerais

Ministério da Saúde. Política Nacional de Humanização. Acolhimento com classificação de risco. Brasília, 2006. (Série Cartilhas da PNH). 

Texto escrito pelas Monitoras Fernanda Gruchouskei, Larissa Alves e Vanessa Scandelari.


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O uso da Oxigenoterapia Hiperbárica no tratamento de lesões de pele

Segundo Jorge e Dantas (2005), lesão também chamada de ferida, é um processo patológico, uma agressão aos tecidos vivos, como a pele, que causa uma ruptura de sua continuidade anatômica ou funcional, resultando em dano ou morte celular. Existem causas físicas como o trauma mecânico, radiação, excesso de calor ou frio, e causas químicas como, por exemplo, exposição a ácidos, bases e produtos tóxicos. Algumas lesões não se regeneram espontaneamente, não respondem de forma satisfatória aos cuidados convencionais como os curativos, sendo necessária a utilização de outras formas de tratamento. Lesões em diabéticos, em cotos amputados comprometidos e úlceras por pressão são exemplos de feridas refratárias, ou seja, aquelas com difícil cicatrização.

A ferida pode ser avaliada por enfermeiros e/ou médicos especializados, devendo ser periódica. Na descrição da avaliação da ferida deve conter a localização, as dimensões (profundidade, tamanho, bordos), presença e característica do exsudato (caso exista), intensidade e característica da dor.

A conduta terapêutica dependerá de uma avaliação completa da lesão e do paciente, incluindo alimentação, ingesta hídrica, se o paciente é lesionado medular, restrito ao leito, diabético, etc. Todos esses aspectos juntos propiciam uma terapêutica mais precisa. Muitas vezes, o tratamento não corresponde às expectativas esperadas, por um certo retardo de cicatrização.

A cicatrização é um complexo processo sistêmico que exige do organismo a ativação, produção e inibição de grande número de componentes moleculares e celulares que auxiliam no processo de restauração tissular. A principal causa da não cicatrização dessas feridas é a interação de vários graus de hipoperfusão do tecido e infecção (fator de risco causado pela hipóxia). A hipóxia (baixo teor de oxigênio, abaixo de 20 mmHg) bloqueia o reestabelecimento da lesão.

Para tanto, o uso da oxigenoterapia hiperbárica pode restabelecer um micro-ambiente apropriado na lesão, fazendo com que o processo regenerativo seja estimulado. É indicado em diversas patologias agudas ou crônicas, de natureza isquêmica, infecciosa, traumática ou inflamatória. Atua sobre o processo mórbido, reduz ou elimina a necessidade de mutilações, a rejeição de enxertos, as cicatrizações deformantes das queimaduras e as longas internações hospitalares.

O oxigênio é um potente agente terapêutico, e, por isso, deve ser administrado como qualquer outra droga medicamentosa, levando em consideração seus limites terapêuticos, doses e efeitos adversos.

O potencial terapêutico da oxigenação hiperbárica decorre da absorção de altas doses de oxigênio, que pode compensar determinadas condições de hipóxia. A oxigenoterapia supre rapidamente o oxigênio em altas concentrações para as áreas afetadas por via sistêmica, resultando em um aumento significativo da oxigenação tissular ao redor da lesão.

A hiperoxigenação hiperbárica consiste na inalação de 100% de oxigênio em uma pressão superior ao valor da pressão atmosférica normal (nível do mar). Para que isso ocorra, é necessário que o paciente fique dentro de um compartimento devidamente selado e resistente à pressão, o que denominamos câmara hiperbárica. Existem câmaras utilizadas para um único paciente (câmara monopaciente) e outras para vários (câmara multipaciente). Na primeira, o oxigênio é pressurizado com ar comprimido diretamente em equipamentos de menor porte. Já na segunda, o equipamento é pressurizado também com ar comprimido, e o oxigênio a 100% é inalado através de máscaras, tendas ou respiradores.
 
A administração de oxigênio a 100% propicia saturação máxima da hemoglobina, aumento significativo de oxigênio livre, não ligado à hemoglobina que, dissolvido no plasma (até 2.000 mmHg), alcança os diversos tecidos do organismo. Nessas condições, observa-se uma rápida normalização dos processos de cicatrização das feridas e um combate efetivo a várias infecções.

São realizadas sessões às exposições breves de 60 a 90 minutos cada, em altas doses (de dois a 2,8 vezes a pressão normal), de forma intermitente (um ou duas sessões diárias) e por vários dias. São necessárias de 20 a 30 sessões para que se obtenham resultados significativos.

Para que o paciente faça uso do tratamento pela câmara hiperbárica é necessário um encaminhamento do médico especializado e a avaliação contínua da equipe de enfermagem. Existem alguns critérios para o uso: caracterizar a lesão como refratária ou de alto risco, e estabelecer o médico responsável para realização do desbridamento da área afetada. O critério que contraindica o tratamento é a presença de áreas necrosadas na lesão.

A equipe de enfermagem (auxiliares, técnicos e enfermeiros) pode intervir positivamente na prevenção das feridas realizando os cuidados de enfermagem como mudança de decúbito, "rolinhos" de conforto para áreas que possam entrar em atrito como os joelhos, melhorar a ingesta hídrica, utilizar hidratantes para áreas ressecadas, informar à família do paciente sobre os riscos das feridas entre outros aspectos.   A responsabilidade do enfermeiro que atua no tratamento de lesões de pele implica em conhecimento não apenas dos materiais atuais, mas no entendimento da fisiologia da cicatrização e de todas as etapas do processo de reparação tissular. Tais conhecimentos subsidiam o correto diagnóstico do enfermeiro e a seleção do tratamento mais adequado para a lesão. Já nas atividades desenvolvidas pela equipe de enfermagem em relação ao tratamento através da oxigenioterapia, pode-se relacionar instruções ao paciente que será inserido em uma câmara hiperbárica, o profissional capacitado pode operá-las, o enfermeiro como avaliador do processo de evolução da ferida e principalmente apoiar as atividades de pesquisas em saúde na área.


Referências:

* Blanes, L. Tratamento de feridas. Baptista-Silva JCC, editor. Cirurgia vascular: guia ilustrado. São Paulo: 2004. Disponível em: URL: http://www.bapbaptista.com. Acesso em 28 jun.2011
* (JORGE,S.A.; DANTAS,S.R.P.E.) Abordagem multiprofissional do tratamento de feridas-São Paulo: Editora Atheneu, 2005;
* Oxigenoterapia hiperbárica no tratamento de feridas. Disponível em: http://www.feridologo.com.br/oxigenoterapia.htm. Acesso em 22 jun, 2011.
* Instituto de oxigenoterapia hiperbárica do Brasil. Disponível em http://www.iohbnet.com.br. Acesso em 22 jun. 2011.

Texto escrito pela monitora Carla Francieli  Hladczuk do Programa Proficiência - COFEN.
 


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Vigilância Epidemiológica das Doenças Infecto-Parasitárias

A Vigilância Epidemiológica constitui-se um importante instrumento de prevenção e controle de doenças infecciosas e parasitárias, fornecendo importantes subsídios para o planejamento, organização e operacionalização dos serviços de saúde. Tem como propósito fundamental o fornecimento de orientações técnicas aos profissionais de saúde, para que atuem de maneira responsável no que se refere à execução de ações no controle de doenças e agravos.

Considerando as afirmações acima descritas, os Monitores do Programa Proficiência realizaram um estudo das doenças infecto-parasitárias e prepararam para você a síntese de seis delas.

Fique atento, pois as doenças que serão sintetizadas a seguir são de interesse da Vigilância Epidemiológica:

• As DST’s, com enfoque no HPV e a Herpes simples, que são doenças de fácil prevenção, porém acometem, de maneira ampla, a sociedade brasileira.

• A Difteria foi escolhida pela curiosidade em saber mais sobre a doença, uma vez que já foi erradicada por conta da vacina inserida na rede pública.

• A Leptospirose, por ser uma doença endêmica, que se torna epidêmica em períodos chuvosos, o que requer conhecimento da doença para a atuação dos profissionais em casos de enchentes.

• A Toxoplasmose, pois é uma doença presente na sociedade e de risco para gestantes e feto.

• A raiva, por ser uma doença de notificação compulsória que envolve o controle do vírus da doença existente na saliva do animal infectado.

Clique aqui para ver um quadro com a Síntese das Doenças Infecto-parasitárias.

Algumas doenças parasitárias e infecciosas foram trazidas a tona para o conhecimento dos profissionais enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem como uma questão de saúde pública de relevância para a sociedade.  A Vigilância Epidemiológica tem suma importância no monitoramento das ocorrências de casos e surtos, na determinação da distribuição espacial e temporal das doenças, na redução da letalidade (por meio do diagnóstico precoce e do tratamento adequado), na identificação dos portadores e dos agentes circulantes em cada área brasileira, com vistas ao planejamento de medidas de prevenção e de controle destinadas à população.


REFERÊNCIAS
BRASIL, Ministério da Saúde. Doenças Infecciosas e Parasitárias. Brasília-DF; 2010.

Texto escrito pelas monitoras: Ana Paula Herrera de França, Jéssica Aparecida Wajczak , Juliana Santos Lima e Diana Aparecida Veber.


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As mudanças de pensamento na saúde mental

Dentre os princípios que regem a Enfermagem, destaca-se a responsabilidade de se solidarizar com as pessoas, os grupos, as famílias e as comunidades, objetivando a cooperação mútua entre os indivíduos na conservação e na manutenção da saúde. (MIRANDA, 1999)

 

Logo após o surgimento da Enfermagem Psiquiátrica, o cuidar significava a sujeição dos internos às barbaridades dos guardas e carcereiros. Os maus tratos, a vigilância, a punição e a repressão faziam parte dos tratamentos preconizados e, geralmente eram aplicados pelos profissionais de “Enfermagem”. (RODRIGUES, 1999)

 

Observando a complexidade dos transtornos psiquiátricos e suas influências na vida das pessoas, cada vez mais tem sido reconhecida a relevância das práticas assistenciais em saúde mental, com a atuação de diversos profissionais de saúde, que atuam em âmbito interdisciplinar com vistas a melhoria da qualidade de vida dos portadores de transtorno mental.

 

No âmbito da saúde mental, a assistência não deve ser voltada somente para a remissão de sintomas clássicos dos transtornos. O termo ‘doentes mentais’ é substituído por ‘portador de transtornos mentais’ ou sujeito com ‘sofrimento psíquico’, que merece ser atendido nas suas necessidades psicossociais.

 

Isso requer a adoção de instrumentos, como o relacionamento interpessoal e a comunicação terapêutica, considerando o uso da criatividade, flexibilidade com objetivo de aumento de habilidades e desenvolvimento da autonomia do usuário. A noção de ‘cura’ é substituída pela busca por reabilitação e reinserção social. Para tanto, a escuta e a valorização da pessoa que possui esse tipo de sofrimento, sem manter meios físicos e químicos coercitivos, tornam-se fundamentais.

 

Tais mudanças nas concepções do cuidado ao portador de transtorno mental emergem a necessidade de rever o objeto de trabalho - constituir o sujeito como cidadão, a prática - utilizar-se de novos instrumentos e com isso ampliar sua possibilidade de intervenção, e, ampliar a finalidade da assistência - para além da remissão dos sintomas manifestos, os quais foram contemplados na Reforma Psiquiátrica com a Lei n.10.216 de 06 de abril de 2001. (CAMPOS, 1998)

 

Para saber mais sobre a Reforma Psiquiátrica acesse a atualização intitulada "Dez anos da Reforma Psiquiátrica"

           

No campo da saúde mental, a estratégia de educação permanente tem como desafio consolidar a reforma psiquiátrica. Para o alcance deste desafio, os tradicionais programas de educação continuada, destinados a informar os indivíduos sobre recentes avanços em seu campo de conhecimento, devem ser substituídos por programas mais amplos de educação permanente, que visem articular conhecimentos profissionais específicos com o de toda a rede de saberes envolvidos no sistema de saúde. Deste modo, a formação dos profissionais de enfermagem passa a exigir programas interdisciplinares de ensino, que possibilitem análises mais integradas dos problemas de saúde. (TAVARES, 2004)

 

Outro consenso entre os grupos organizados do Movimento da Reforma Psiquiátrica brasileira é que a 2ª Conferência Nacional de Saúde Mental, foi o momento da virada da orientação do modelo assistencial hospitalar hegemônico por força da mobilização da sociedade civil organizada e, particularmente, pelo fato inaugural da forte presença de usuários e familiares discutindo o rumo e o projeto de saúde mental para o país.

 

Verifica-se a necessidade premente de se estabelecer processos de educação permanente junto à equipe de enfermagem que atua no campo da saúde mental. Aqui fica a reflexão: em que podemos contribuir para a efetivação da Reforma Psiquiátrica no Brasil? Pense nisso!

 

REFERÊNCIAS

 

OLIVEIRA, A. G. O.; ALESSI, N. P. O trabalho de enfermagem em saúde mental: contradições e potencialidades atuais. Rev. Latino-Am. Enfermagem, Ribeirão Preto, v.11, n.3, maio./jun. 2003.

 

CAMPOS, C. M. S.; BARROS, S. Reflexões sobre o processo de cuidar da enfermagem em saúde mental. Rev. Esc. Enferm. USP, 34(3):271-6, set. 2000.

 

VILLELA, S. C.; SCATENA, M. C. M. A Enfermagem e o Cuidar na Área de Saúde Mental. Rev Bras Enferm, Brasília (DF), 57(6):738-41, nov./dez. 2004.

 

BRASIL.; Políticas de educação e desenvolvimento para o SUS: caminhos para a educação permanente em saúde. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Brasília, 2003.

 

FEUERWERKER L.; Estratégias para a mudança da formação dos profissionais de saúde. Cadernos CE, 2 (4): 11-23, dez. 2001.

 

TAVARES, C. A.; interdisciplinaridade como requisito para a formação da enfermeira psiquiátrica na perspectiva da atenção psicossocial. Texto Contexto Enferm, 14 (3): 403-10, jul./set. 2004.

 

BRASIL.; Legislação em Saúde Mental 1990-2004. 4ª ed. Ministério da Saúde. Brasília, 2004.

 

SILVA, A. L. A; FONSECA, R. M. G. S.; Processo de trabalho em saúde mental e o campo psicossocial. Rev. Latino-Am. Enfermagem, Ribeirão Preto, vol.13, no.3, maio./jun. 2005.

 

TAVARES, C. M. M. A.; educação permanente da equipe de enfermagem para o cuidado nos serviços de saúde mental. Texto Contexto Enferm, Florianópolis, vol.15, no.2, abr./jun. 2006.

 

Texto escrito pelas monitoras Claudia Maria Baroni Fernandes e Claudia Luisa Guras do Programa Proficiência - COFEN.


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