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Abordagem histórica das precauções padrão

Você conhece a história das precauções padrão? Elencamos alguns aspectos fundamentais da abordagem histórica. No período medieval, foram criados hospitais que tinham como principal objetivo alojar peregrinos, pobres, inválidos e doentes. Os cuidados eram exercidos por leigos e os doentes eram internados sem separação quanto à doença que apresentavam. Dessa forma, além da aglomeração indiscriminada de pessoas confinadas em um mesmo ambiente, verificava-se a precariedade das condições sanitárias, que incluía abastecimento de água que era de origem incerta, manejo inadequado de alimentos e camas compartilhadas por mais de dois pacientes (ARMOND; OLIVEIRA, 2005).

 

Antigamente as doenças eram atribuídas aos deuses, aos maus espíritos, a influência dos planetas e até mesmo ao sistema solar ou impurezas do ar, o conhecimento era restrito, e os seres humanos tinham uma vaga ideia de que poderiam adquirir doenças transmitidas por outras pessoas ou objetos. Nessa época, o doente era temido, e sua presença causava inquietação devido ao medo do perigo desconhecido.

 

Nas primeiras décadas do século XIV, os doentes eram impedidos de sair às ruas e tinham suas casas marcadas com sinais identificadores em suas portas. Verificava-se, dessa forma, a adoção de uma de uma política segregacionista, regulamentada pelos municípios, com intuito de evitar o contato dos doentes com a população. Entretanto, no século XV foram identificadas as formas de contágio de doenças (contágio direto, indireto e a distância) e foi descrita a epidemiologia das doenças epidêmicas da época (ARMOND; OLIVEIRA, 2005).

 

Considerando-se essas condições, a disseminação das doenças ocorria com facilidade devido à precariedade dos recursos humanos e da infraestrutura, bem como do desconhecimento dos micro-organismos e da susceptibilidade a desequilíbrios constantes da tríade epidemiológica: agente/hospedeiro e meio ambiente.

                                                                            

A partir do século XVII, com a transformação do hospital de um local de assistência aos pobres para uma instituição  de medicalização e cuidado, surgiram as primeiras práticas de controle de infecção. Tratavam-se apenas de práticas de controle do meio ambiente, relacionadas ao modelo de doença que predominava naquela época. A finalidade do hospital como um local de assistência aos doentes foi impulsionada pelo capitalismo industrial, diante da necessidade de redefinir a função dos hospitais, que eram de grande importância na recuperação da força de trabalho (LACERDA; ENGRY, 1997).

 

Apenas em 1863, na Inglaterra, a Enfermeira Florence Nightingale passou a valorizar as condições do paciente e do meio ambiente, descrevendo os cuidados e as estratégias relacionadas aos pacientes (individualização do cuidado) e ao meio (limpeza, aumento da distância entre leitos nas enfermarias). Tal iniciativa reduziu, de 42% para índices menores que 2% as taxas de mortalidade dos pacientes internados (NICHIATA; TAKAHASHI; CIOSAK, 2004).

 

Nessa mesma época, Florence Nightingale, por meio de observações de campo durante o atendimento aos feridos da Guerra da Crimeia, constatou que pacientes com doenças semelhantes melhoravam rapidamente se não fossem colocados no mesmo ambiente de outros portadores de doenças distintas (ARMOND; OLIVEIRA, 2005).

 

Assim, em 1877 foram publicadas nos Estados Unidos da América, as primeiras recomendações de isolamento – em forma de um manual que descrevia as recomendações de alojar os pacientes com doenças infecciosas separadamente daqueles não infectados.

 

Essa representou uma das iniciativas pioneiras no controle de infecções. Entretanto, a transmissão de infecção se manteve alta, pois não havia separação de pacientes infectados e poucos procedimentos assépticos era adotados (CDC, 1996).    Em 1910, as práticas de isolamento foram alteradas, com a introdução do sistema de pequenos ambientes denominados cubículos (ou pequenos cômodos), com várias camas.

 

Além disso, o uso de capote pelos profissionais, a lavagem das mãos com soluções antissépticas após o contato com os pacientes e a desinfecção de objetos contaminados ou utilizados também eram recomendados. Essas recomendações eram baseadas em conhecimentos racionais de higiene da época, cujo objetivo era o de prevenir a disseminação de micro-organismos patogênicos para outros pacientes e profissionais. Esse conjunto de medidas era denominado “barreira de enfermagem e sistema de cubículos” (CDC, 1996).     

 

Em 1970, o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), publicou o manual detalhando a técnica de isolamento para ser empregada em hospitais. Esse manual foi revisado em 1975, ampliando sua utilização também para hospitais gerais e de pequeno porte ou com recursos limitados. O referido manual introduziu o conceito de isolamento estrito, respiratório, protetor, precauções entéricas, precauções com ferida e pele, precauções com drenagem de sangue. Dessa forma, as medidas a serem adotadas pelo profissional de saúde foram normatizadas, pois, havia um agrupamento das doenças em relação ao modo de transmissão (CDC, 1996).  

 

Por mais que as medidas fossem simples de serem seguidas, algumas vezes havia exagero na adoção das precauções, em função da diversidade dos modos de transmissão das doenças. Porém, apesar das medidas serem racionais, não possuíam eficácia comprovada, no entanto nessa época mostraram-se ineficientes (CDC, 1996).

 

No início da década de 1980, a infecção hospitalar passou a ser vista como endêmica, tendo como um dos seus agravantes o aumento dos micro-organismos resistentes aos antibióticos, os quais não eram contemplados nas categorias de isolamento existentes (CDC, 1996). 

 

Já em 1985, diante da epidemia de Aids, as práticas de isolamento nos EUA forma novamente alteradas, com a introdução de nova estratégia de precaução e isolamento e do conceito de precauções universais (PU). Essas visavam reduzir o risco de transmissão do agente infeccioso aos profissionais de saúde, principalmente os transmitidos pelo sangue (CDC, 1996).

 

Essas precauções incluíam o uso de barreiras (luvas, avental, óculos e máscara), lavagem das mãos imediatamente após a retirada das luvas, máscara e prevenção de acidentes de trabalho. A aplicação das precauções universais foi ampliada a todos os pacientes, independentemente de seu diagnóstico. No entanto, essas precauções não eram abrangentes, não consideravam alguns fluidos corporais como fezes, urina, secreções nasais, escarro, suor, lágrimas e vômitos, exceto quando apresentavam sangue visível.

 

Em 1987, o Departamento de Controle de Infecção do Centro Médico Harborview em Seattle, Washington, e da Universidade da Califórnia, em San Diego, estabeleceram um novo sistema de isolamento alternativo ao CDC, chamado de Isolamento de Substâncias Corporais (ISC). Esse evidenciava o isolamento de todos os fluidos corporais potencialmente infectados (sangue, fezes, urina, escarro, saliva, drenagem de ferida e outros fluidos corporais), por meio de uso de luva para lidar com todos os pacientes, independente do estado infeccioso (CDC, 1996).

 

Apenas em 1996 é que surgiu o termo ‘precauções padrão (PP)’,  ocasião em que foi construído um novo manual que sintetizava as proteções universais e o isolamento de substâncias corporais em um conjunto único de precauções a serem adotadas para prestar cuidados a todos os pacientes, visando à redução das infecções hospitalares, do risco de transmissão de micro-organismos resistentes e das doenças ocupacionais (ARMOND; OLIVEIRA, 2005).

 

REFERÊNCIAS

 

ARMOND, G. A.; OLIVEIRA, A. C. Infecções Hospitalares: Epidemiologia, Prevenção e Controle. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005, cap.1, parte IX, p. 457-470.

 

CDC, Center For Disease Control And Prevention. Part I. Evolution of Practices. Issue in healthcare settings. 1996. Disponível em: <www.cdc.gov>. Acesso em: 12 mai. 2011.

 

NICHIATA, L.Y. I. GIR, TAKAHASHI, A; CIOSAK, S. I. Evolução dos Isolamentos em doenças transmissíveis: os saberes para a prática contemporânea. Revista da Escola de Enfermagem da USP. São Paulo, v. 38, n. 1, p. 61-70, mar. 2004.

 

Texto escrito pela monitora Biana Domiciana Matucheski do Programa Proficiência - COFEN.


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A enfermagem compreendendo a Fibromialgia

A Fibromialgia é uma síndrome dolorosa crônica, não inflamatória, que acomete 6% da população adulta, com predominância entre o sexo feminino (cerca de 80% a 90% das pacientes são mulheres entre 30 e 50 anos). A fibromialgia pode prejudicar a qualidade de vida e o desempenho profissional, motivos que reforçam a importância de valorização das queixas do paciente.

 

Os principais sintomas da doença são dores pelo corpo, cansaço mesmo após dormir horas seguidas, fadiga, dores de cabeça, sensação de formigamento, agulhadas e edema, dores durante o período menstrual, rigidez muscular pela manhã, sintomas de ansiedade e depressão, entre outros.

 

Como as dores parecem caminhar pelo corpo e os sintomas são variados, o paciente costuma ter crises de ansiedade e tem dificuldades de relatar ao profissional de saúde o que sente. A falha ao não realizar uma avaliação adequada pelo médico ou uma atitude de subvalorização das queixas pode transformar-se em um importante fator de perpetuação da doença.

 

Nesse contexto, o diagnóstico da fibromialgia é muito difícil, pois não existe um exame que diferencie essa doença, então o diagnóstico costuma ser demorado. Para diagnosticar adequadamente a fibromialgia é preciso ficar atento aos seus vários sintomas, conhecer em detalhes a história do paciente, escutar suas queixas e procurar fatores emocionais ou quadros de depressão ou ansiedade. 

 

Assim, o diagnóstico da doença é clínico e se baseia na presença do quadro característico de dor e no reconhecimento de pontos predefinidos que sejam dolorosos à pressão dos dedos. Estes pontos foram estabelecidos em 1990, pelo Colégio Americano de Reumatologia. A experiência clínica do profissional que avalia o paciente com fibromialgia é imprescindível para o sucesso do tratamento.

 

O tratamento deve ser multifocal, infelizmente não existe uma terapêutica única para livrar o paciente de todas as dores no corpo, problemas de sono, irritabilidade ou depressão associados. Baseia-se, portanto, na redução da intensidade da dor e melhoria da qualidade de vida do paciente. Se houver alguma doença associada, ela deverá ser tratada para eliminar o sofrimento. O uso de medicamentos deve ser associado a exercícios físicos (que aumentam a serotonina naturalmente), a massagens, a acupuntura, entre outros.

 

A atuação da enfermagem pressupõe a compreensão do processo delicado, doloroso, e real que o paciente enfrenta, pois ainda carregamos o estigma de que a fibromialgia é uma doença imaginária. Cabe aos profissionais de enfermagem atuar como educadores, no sentido de orientar o paciente sobre práticas para melhora de seu quadro clinico, estabelecendo assim um vínculo importante no alivio da dor.

 

São cuidados de enfermagem importantes ao paciente com fibromialgia:

 

       Orientar o paciente a reduzir o açúcar dos alimentos, a fim de evitar o sobrepeso, o açúcar deve ser substituído por dextrose, sucrose, mel. Os adoçantes devem ser usados com moderação.

       Orientar o paciente a reduzir o sal dos alimentos, a fim de evitar o acúmulo de líquidos no organismo, acarretando aumento da pressão arterial e sobrecarga para o sistema cardiovascular.

       Orientar o paciente a reduzir a gordura dos alimentos, pois as gorduras favorecem o aumento do colesterol e o excesso de peso.

       Estimular a realização de exercícios para alongamento e fortalecimento muscular, assim como para condicionamento cardiorrespiratório.

       Orientar o paciente a limitar o consumo de álcool, pois quando ingerido à noite acarreta um sono superficial, de má qualidade, apesar de acelerar o processo de adormecer. Quando usado em excesso, o álcool tem uma série de efeitos nocivos sobre o sistema neurológico e musculoesquelético, acarretando processos dolorosos e fraqueza muscular. Além disso, interfere com a ação de diversos medicamentos utilizados no tratamento da fibromialgia.

       Orientar o paciente a evitar situações de estresse físico e mental.

       Orientar o paciente a manter acompanhamento psicológico e emocional.

       Administrar analgésicos conforme prescrição médica, atentando para reações alérgicas ou manifestações gástricas (pirose, diarreias, etc.).

 

REFERÊNCIAS:

 

Fibromialgia arrasa sua saúde e confunde os médicos. Disponivel em: <http://www.etecla.com.br/Default.aspx?system=noticiasHYPERLINK "http://www.etecla.com.br/Default.aspx?system=noticias&action=ler&id=2181"&HYPERLINK "http://www.etecla.com.br/Default.aspx?system=noticias&action=ler&id=2181"action=lerHYPERLINK "http://www.etecla.com.br/Default.aspx?system=noticias&action=ler&id=2181"&HYPERLINK "http://www.etecla.com.br/Default.aspx?system=noticias&action=ler&id=2181"id=2181>. Acesso em: 12 abr. 2011.

KUAHARA M.V.   Fibromialgia tem difícil diagnóstico, exames laboratoriais não acusam a doença. Disponivel em: <http://www.minhavida.com.br/conteudo/5435-Fibromialgia-tem-dificil-diagnostico.htm>. Acesso em: 12 abr. 2011.

Doenças Reumáticas, Fibromialgia, Disponivel em: <http://www.reumatoguia.com.br/interna.php?cat=26HYPERLINK "http://www.reumatoguia.com.br/interna.php?cat=26&id=117&menu=26"&HYPERLINK "http://www.reumatoguia.com.br/interna.php?cat=26&id=117&menu=26"id=117HYPERLINK "http://www.reumatoguia.com.br/interna.php?cat=26&id=117&menu=26"&HYPERLINK "http://www.reumatoguia.com.br/interna.php?cat=26&id=117&menu=26"menu=26>. Acesso em: 13 abr. 2011.

O que é Fibromialgia, Disponivel em: <http://www.fibromialgia.com.br/novosite/index.php?modulo=pacientes_artigosHYPERLINK "http://www.fibromialgia.com.br/novosite/index.php?modulo=pacientes_artigos&id_mat=4"&HYPERLINK "http://www.fibromialgia.com.br/novosite/index.php?modulo=pacientes_artigos&id_mat=4"id_mat=4>. Acesso em: 13 abr. 2011.

Fibromialgia. Disponivel em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Fibromialgia>. Acesso em: 15 abr. 2011.

 

Texto escrito pela monitora Izabella Jzispiela do Programa Proficiência - COFEN.


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Métodos de triagem de vítimas em catástrofes: uma reflexão para a enfermagem

             De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), catástrofe é um fenômeno ecológico súbito de magnitude suficiente para necessitar de ajuda externa. Define-se a expressão ‘múltiplas vítimas’ como uma situação em que há um desequilíbrio entre os recursos disponíveis e as necessidades.

            Segundo Reppetto e Souza (2005), para realizar as atividades de cuidado, o pessoal de enfermagem necessita de um instrumental conceitual e técnico para abordar a realidade da prática. Ribeiro e Bertolozzi (2002) acrescentam que a enfermagem, no seu cotidiano de trabalho, parece ainda não ter incorporado plenamente à temática ecológica ao cuidado integral, restringindo, por vezes, as práticas à assistência às "vítimas" de alterações ambientais.

           De acordo com Morton e Fontaine (2011, p.213), na ocorrência de um desastre, o papel da enfermagem nos cuidados críticos é fundamental. Ressalta a dependência deste em relação ao impacto do desastre sobre as estruturas das instituições, o meio ambiente e o número de profissionais disponíveis. Com base no pensamento crítico, as competências fundamentais da enfermagem em incidentes com vítimas em massa incluem:

“a) usar uma abordagem ética e aprovada em nível nacional para suporte de tomada de decisões e priorização necessárias em situações de desastres; b) utilizar competência de julgamento clínico e tomada de decisão na avaliação do potencial para o cuidado individual adequado após um incidente com vítimas em massa (IVM); c) descrever os cuidados de enfermagem de emergência essenciais nas fases pré e pós desastres para indivíduos, famílias, grupos especiais (p.ex. crianças, idosos, gestantes) e comunidades; d) descrever os princípios de triagem específicas que são aceitos para IVM (p.ex. Sistema de  Triagem Simples e Tratamento Rápido [START]”.

 

Morton e Fontaine (2011) complementam a importância da avaliação global da situação de catástrofe, no que se refere a segurança do profissional, da equipe de emergência e das vítimas, em qualquer situação de resgate. Isso inclui a descrição de sinais e sintomas decorrentes da exposição a agentes químicos, biológicos, radiológicos, nucleares e explosivos.

            Nesse sentido, faz-se necessário o planejamento do cuidado que contemple as diversas alterações do meio ambiente. Teixeira e Olcerenko (2007) evidenciam a elaboração de um plano de ação para situações de desastres, catástrofes e múltiplas vítimas, bem como um eficiente sistema de controle que não transfira o caos do local da catástrofe para o hospital - o que é muito comum em eventos dessa magnitude.

Um dos métodos mais utilizados no Brasil e no mundo o método S.T.A.R.T. (Simple Triage and Rapid Treatment) – traduzido como ‘Simples Triagem e Rápido Tratamento’.   No Brasil, esse método passou a ser utilizado a partir de 1999. A triagem é o termo dado ao reconhecimento da situação e seleção das vítimas por prioridades na cena da emergência. (TEIXEIRA E OLCERENKO, 2007)

Esse processo de triagem deve ser utilizado quando os recursos de pessoal e de material forem insuficientes frente a um acidente. Utilizado em todo o mundo, contempla a avaliação das condições fisiológicas da vítima em três fatores que são: - respiração, circulação sanguínea e nível de consciência, por meio de um fluxograma que prioriza o atendimento por cores: vermelha (prioridade 1), amarela (prioridade 2), verde (prioridade 3) e preta (prioridade 4). Entretanto, em alguns países que utilizam o fluxograma S.T.A.R.T. para a classificação das vítimas de desastre, pode haver variação das cores empregas na classificação de prioridades.

 De acordo com Teixeira e Olcerenko (2007), a utilização de métodos como o S.T.A.R.T. por si não garantem a triagem, uma vez que eles devem ser estar associados a profissionais treinados (teoricamente e na prática), e que possuem preparo psicológico adequado às situações vivenciadas, para a agilidade e acurácia da tomada de decisão.

Concordamos com Teixeira e Olcerenko (2007) que o método de triagem S.T.A.R.T. é método confiável e de grande utilização em todo o mundo, e que por isso não pode ser esquecido ou ignorado. Além disso, a inexistência de uma plano de contingência a situações de múltiplas vítimas interferir na eficácia do atendimento, correndo o risco de falhas na priorização de atendimento às vítimas mais graves, com vistas às maiores probabilidades de sobrevivência.

 

REFERÊNCIAS

 

BRASIL. Ministério da Integração Nacional. Secretaria de Nacional de Defesa Civil. Conferência geral sobre desastres. Brasília, 2007. 23 p.

 

MORTON, P. G.; FONTAINE, D. K. Cuidados Críticos de Enfermagem: uma abordagem holística. 9.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.

 

REPPETTO, M. A.; SOUZA, M.F. Avaliação da realização e do registro da Sistematização da Assistência de enfermagem (SAE) em um hospital universitário. Rev Bras Enferm; v. 58, n. 3, p. 325-9, maio-jun, 2005. Disponível em   <http://www.scielo.br/pdf/reben/v58n3/a14v58n3.pdf>, acesso em 23 mar. 2011.

 

MORAIS, K. R. S.;  VASCONCELOS, L.C. A.; LIMA, S. C. S. et al. Assistência de Enfermagem aos desabrigados das enchentes em Teresina-PI: um relato de experiência. Trabalho sob no 1618 - 1/3 publicado no 61o Congresso Brasileiro de Enfermagem: Transformação e Sustentabilidade Ambiental. 2009.  Disponível em: <http://www.abeneventos.com.br/anais_61cben/files/01921.pdf>. Acesso em:  23 mar. 2011.

 

SIATE /CBPR. Catástrofes e Atendimento a Múltiplas Vítimas.  Disponível em: <http://www.defesacivil.pr.gov.br/arquivos/File/primeiros_socorros_2/cap_28_amuvi.pdf>. Acesso  em: 23 mar. 2011.

 

TEIXEIRA, W. A. OLCERENKO, D.R. A Utilização do Método  S.T.A.R.T. em acidentes com múltiplas vítimas. Trabalho publicado no 10º Congresso de Iniciação Científica, 4ª mostra de Pós-Graduação e 1ª Mostra do Ensino Médio Disponível em: <http://www.unisa.br/pesquisa/arquivos/livro_10_congresso.pdf#page=139>. Acesso em: 23 mar. 2011.

 

RIBEIRO, M.C.; BERTOLOZZI, M.R. Reflexões sobre a participação da enfermagem nas questões ecológicas. Rev Esc Enferm USP; v. 36, n. 4, p. 300-8. São Paulo, 2002. Disponível em: <http://www.ee.usp.br/reeusp/upload/html/672/body/v36n4a01.htm>. Acesso em: 23 mar. 2011.

 

Texto escrito pelos monitores do Programa Proficiência - COFEN. 


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Aspectos relacionados à administração de medicamentos

            Uma das atribuições, de grande relevância na prática de enfermagem, é a administração de medicamentos, que se refere ao processo de preparo e introdução do fármaco no organismo humano, visando obter efeitos terapêuticos. Trata-se de uma das maiores responsabilidades da equipe de enfermagem no contexto dos cuidados prestados ao cliente, e que envolve aspectos legais e éticos.

            Pensando sobre a importância da temática, gostaríamos de enfatizar os aspectos relacionados à prática da administração de medicamentos. Na execução deste cuidado a enfermagem, temos como base o princípio dos cinco certos: medicamento certo, paciente certo, dose certa, hora certa e via certa. Esses passos são essenciais para a prevenção de erros resultantes da administração de medicamentos

            São os profissionais auxiliares e técnicos de enfermagem que realizam concretamente a administração de medicamentos aos pacientes e realizam a observação direta das reações adversas que podem ocorrer. E como participante ativo, o enfermeiro tem como papel fundamental a orientação, supervisão destes profissionais e a realização de atividades de educação continuada. Lembramos que, ao enfermeiro cabe a responsabilidade do cuidado direto ao paciente crítico.

            A seguir, encontramos um quadro com as principais vias de administração:

 

VIA

CONCEITO

CUIDADOS DE ENFERMAGEM

Via oral

É a administração do medicamento pela boca e deglutido com auxílio de líquidos, é segura e não requer técnica estéril na sua preparação.

·  Orientar o paciente para deglutição efetiva, oferecendo água, e, no caso de medicamento ácido, proporcionar uma refeição não gordurosa;

Via sublingual

Os medicamentos sublinguais seguem o mesmo procedimento empregado para aqueles de via oral, exceto que a medicação deve ser colocada sob a língua.

·  Pedir para o paciente abrir a boca e colocar o medicamento sob a língua:

·  Orientar o paciente para não engolir o medicamento;

·  Evitar o contato das mãos com a medicação, utilizar uma gaze para realizar o procedimento;

·  Orientar o paciente para não tomar água até que o medicamento esteja totalmente dissolvido.

Via retal

É a introdução de medicamentos no reto, em forma de supositório ou clister medicamentoso, quando não há possibilidade de utilizar a via oral.

·   Com o paciente em decúbito lateral esquerdo, com a perna superior fletida, insira o supositório retal, segurando sua extremidade com lima gaze.

·   Introduzir, com o auxílio de uma luva, o supositório logo além do esfíncter anal, evitando assim sua expulsão;

·   Orientar o paciente para permanecer deitado por alguns minutos;

Via tópica ou cutânea

É a aplicação de medicamentos na pele. Sua ação pode ser local ou sistêmica.

·  Usar luvas e aplicadores;

·  Desprezar a primeira porção da pomada, antes de usá-la;

·  Colocar a pomada sobre uma espátula sem contaminá-la;

·  Espalhar o medicamento de forma uniforme sobre a superfície envolvida;

Via nasal

Consiste em levar à mucosa nasal um medicamento líquido.

·  Colocar o paciente preferencialmente deitado, com a cabeça bem inclinada para trás, permitindo que o medicamento penetre profundamente;

·  Instruir o paciente a permanecer deitado em decúbito dorsal por alguns minutos, para que o medicamento seja absorvido;

Via endovenosa

É a administração de medicamento diretamente na corrente sanguínea através de uma veia. A administração pode variar desde uma única dose até uma infusão contínua.

·  Posicionar o braço do paciente sobre o suporte ou sobre a cama e escolher o melhor vaso para acesso.

·  Realizar a punção pela parte distal, evitando articulações e seguindo os princípios da técnica;

Via intradérmica

É a introdução de pequena quantidade de medicamento entre a pele e o tecido subcutâneo, sendo uma via muito restrita e usada para pequenos volumes.

·  Introduza a agulha paralelamente a pele numa extensão de 2mm, com o bisel voltado para cima;

·  Injete o medicamento formando uma pápula;

·  Use algodão seco para a retirada da agulha;

·  Retire a agulha no mesmo ângulo que foi introduzida, para evitar refluxo da solução injetada;

·  Observe o paciente;

Via subcutânea

É a introdução de uma droga no tecido subcutâneo ou hipoderme. Nesta via a absorção é lenta, através dos capilares, de forma contínua e segura.

·   Realizar a antissepsia do local;

·   Pinçar o local com os dedos, para dar maior estabilidade durante a aplicação;

·   Aspirar para se certificar se não foi atingido um vaso sanguíneo;

·   Administrar lentamente a solução;

·   Retirar a agulha com firmeza e em movimento rápido;

Via intramuscular

Os medicamentos são injetados diretamente no músculo em graus de profundidade variados. É usado para administrar suspensões e soluções oleosas, garantindo sua absorção em longo prazo.

·  Aspirar sempre antes de injetar a medicação intramuscular, certificando-se que não atingiu vaso sanguíneo, caso isto ocorra, prepare nova medicação com novo material;

·  Injetar a medicação com calma.

Via intratecal

Quando há a necessidade de efeitos locais rápidos de drogas na região das meninges ou no eixo cérebro-espinhal, como nas infecções agudas do Sistema Nervoso Central (SNC), os medicamentos são injetados diretamente no espaço subaracnóideo.

·  Posicionar adequadamente o cliente em decúbito lateral, para favorecer a punção;

·  Manter o cliente em repouso pelo menos por duas horas após receber a quimioterapia para prevenir cefaleia;

·  Orientar e assistir o cliente com relação aos efeitos colaterais;

·  Fazer anotações de enfermagem descritiva.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

     QUADRO 1 - principais vias de administração de medicamentos

     Lembretes importantes na hora da administração de medicamentos:

·       A medicação deve ser identificada com os cinco certos.

·       Lembre-se de checar no prontuário o horário da administração dos medicamentos, pois é sua prova legal da assistência prestada de forma correta.

·       Medicação não realizada deve ser registrada, assim como intercorrências ou efeito colateral da medicação.

·       O paciente tem o direito de saber que medicação está usando e o profissional tem o dever de informa-lo.

·       Respeite a privacidade do paciente e dê a ele o direito de participar, dentro do possível da escolha do local da aplicação.

        Perante esta breve revisão, deve-se compreender que existe um universo de ações de cuidado das quais o profissional da enfermagem é responsável. A compreensão e um viver com responsabilidade traduz em uma prática profissional com uma visão holística, valorizando o paciente, com vistas a qualidade da assistência que a sociedade é merecedora. Sendo assim, todas as atividades realizadas pela enfermagem precisam estar impregnadas com ‘respeito à vida’.

 

REFERÊNCIAS

CASSIANI, S. H. B.; COIMBRA, J. A. H. Responsabilidade da Enfermagem na Administração de Medicamentos: Algumas Reflexões para uma prática Segura com Qualidade de Assistência. Rev Latino-am Enfermagem 2001 março; 9(2): 56-60. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rlae/v9n2/11515.pdf

 

PEDREIRA, M. L. G.; PEREIRA, D. G.; PETERLINI, M. A. S.YAMANAKA, T. I.;  Redesenho de atividades da enfermagem para redução de erros de medicação em pediatria . Rev Bras Enferm, Brasília 2007 mar-abr; 60(2):190-6.

Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/reben/v60n2/a11v60n2.pdf

 

Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Protocolo: Adiministração de Quimioterápicos Antineoplásicos. Disponível em: http://www.uftm.edu.br/upload/hc/seenf/trabalhos/AVIhe070927085357.pdf

 

VIEIRA, F. M. L.; BRITO, M. A. Guia Eletrônico para Administração de Medicamentos: Fundamentando uma Prática de Envermagem. Florianópolis, 23 novembro de 2007. Disponível em: http://www.bibliomed.ccs.ufsc.br/ENF0526.pdf

 

MURTA, G. F. Saberes e Práticas: guia para ensino e aprendizado de Enfermagem, 5ª edição atual e revisada, São Caetano do Sul: Difusão editora, 2009.

CASSIANI, S. H. B. A segurança do paciente e o paradoxo no uso de medicamentos. Rev Bras Enferm, Brasília 2005 jan-fev; 58(1):95-9. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/reben/v58n1/a19.pdf

Texto escrito pelos monitores do Programa Proficiência - COFEN


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A Saúde do Profissional de Enfermagem para o melhor cuidar

Refletir sobre a saúde do profissional de enfermagem é fundamental para compreender as relações entre o trabalho na área da saúde e suas implicações para a qualidade de vida do trabalhador.

A equipe de Enfermagem é responsável por 60% das ações da área da saúde, por meio da assistência permanente, da implementação do cuidado à população, com vistas à promoção, a prevenção, a manutenção e a recuperação da saúde.

Sabemos que os profissionais de enfermagem permanecem ao lado dos pacientes e do ambiente de saúde, mesmo em condições de dor e sofrimento que advém desse contexto. Com isso, a Enfermagem, foi classificada pela Health Education Authority, como a quarta profissão mais estressante.

Diversos estudos realizados identificaram que 100% dos profissionais de enfermagem possuem algum nível de estresse advindo do ambiente de trabalho. Dentre os fatores desencadeadores do estresse estão: dificuldades nas relações interpessoais, atividades rotineiras e repetitivas, excessivo número de pacientes, clima de sofrimento, dor e morte, baixas condições salariais, poucas atividades de lazer, o enfrentamento, por vezes, de dificuldades estruturais da saúde e longas jornadas de trabalho. Tais fatores impactam diretamente na saúde dos profissionais de enfermagem, e ocasionam sofrimento psíquico, que juntamente com a sobrecarga física, contribuem para a ocorrência de doenças laborais, como a Doença Ocupacional Relacionada ao Trabalho (DORT), e o profissional passa a conviver com fortes dores e sofrimento físico.

A resiliência do trabalhador de enfermagem para situações estressantes no trabalho está abaixo da média quando se trata da regulação das emoções, as quais sofrem influência do próprio indivíduo, das suas condições familiares e relacionadas ao apoio/suporte do meio ambiente. Para ser resiliente, as emoções precisam ser expressas de maneira adequada, sejam elas positivas ou negativas.

Nesse contexto, por vezes, os profissionais de enfermagem mostram-se vulneráveis a crises de valores e queda da qualidade do seu trabalho. Para tanto, sugere-se que o profissional reflita sobre as possibilidades de adoecimento e as situações que geram estresse e sofrimento, a fim de desenvolver habilidades internas necessárias para o fortalecimento da resiliência.

Um aspecto que se acredita estar relacionado à melhoria das condições de trabalho e de saúde é o compromisso dos profissionais de enfermagem com o caráter acadêmico-científico na produção de conhecimentos que subsidiem a prática. Dessa forma, é necessário o fortalecimento e contribuição dos profissionais para o desenvolvimento de estudos que busquem entender e sugerir formas de melhorar o ambiente de trabalho.

Além das reflexões individuais dos profissionais, faz-se necessário o incentivo constante das organizações de saúde em ações que valorizem o diálogo e o reconhecimento, bem como o estímulo ao desenvolvimento pessoal e profissional dos trabalhadores. Assim, as relações interpessoais serão fortalecidas e culminarão em motivação e valorização da enfermagem e o melhor ambiente de trabalho.  Isso emerge a necessidade de cuidado ao cuidador, pois esses precisam de equilíbrio profissional para melhor cuidar.


Texto escrito pela monitora do Programa Proficiência Vanessa Evelyn de Mello


Referências
 
BELANCIERI, Maria de Fátima et al . A resiliência em trabalhadores da área da enfermagem. Estud. psicol. (Campinas),  Campinas,  v. 27,  n. 2, June  2010 .   Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-166X2010000200010&lng=en&nrm=iso.
 
GRIEP, Rosane Härter et al . Uso combinado de modelos de estresse no trabalho e a saúde auto-referida na enfermagem. Rev. Saúde Pública,  São Paulo,  v. 45,  n. 1, Feb.  2011 .   Disponível em http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102011000100017&lng=en&nrm=iso.
 
DALMOLIN, Graziele de Lima; LUNARDI, Valéria Lerch; FILHO, Wilson Danilo Lunardi. O SOFRIMENTO MORAL DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM NO EXERCÍCIO DA PROFISSÃO. Rev. enferm. UERJ, Rio de Janeiro, 2009 jan/mar. Disponível em http://lildbi.bireme.br/lildbi/docsonline/lilacs/20090500/460_v17n1a07.pdf
 
MAGNAGO, Tânia Solange Bosi de Souza; LISBOA, Marcia Tereza Luz; GRIEP, Rosane Harter. ESTRESSE, ASPECTOS PSICOSSOCIAIS DO TRABALHO E DISTÚRBIOS MUSCULOESQUELÉTICOS EM TRABALHADORES DE ENFERMAGEM. Rev. enferm. UERJ, Rio de Janeiro, 2009 jan/mar. Disponível em http://lildbi.bireme.br/lildbi/docsonline/lilacs/20090500/475_v17n1a22.pdf



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