Notice: Trying to get property of non-object in /var/www/html/proficiencia_cofen_gov_br/site/plugins/content/ChronoComments.php on line 140

Notice: Trying to get property of non-object in /var/www/html/proficiencia_cofen_gov_br/site/plugins/content/ChronoComments.php on line 140

Notice: Trying to get property of non-object in /var/www/html/proficiencia_cofen_gov_br/site/plugins/content/ChronoComments.php on line 140

Blog

Enchentes: um problema de saúde pública

 
Sentimos a necessidade de falar sobre enchentes devido a mais recente "catástrofe" ocorrida no início do ano na região serrana do Rio de Janeiro. Aliado a isso, ao lermos a atualização do curso ‘Ações de Enfermagem na Prevenção e Controle das Infecções Hospitalares’ que abordou a temática, paramos para refletir sobre o impacto da ocorrência das enchentes na saúde pública.

Como acadêmicos de enfermagem, não podemos nos abster dessa reflexão, afinal, casos como esse se tornam um problema de saúde pública. Primeiramente, podemos citar as centenas de mortes e desabrigados que foram contabilizados, surgindo diversas doenças.

Sabemos que a ocorrência das enchentes pode ser evitada. Entretanto, verificamos que o Orçamento Geral da União de 2010 reservou apenas R$ 442,5 milhões para o Programa "Prevenção e Preparação para Desastres", que promove ações estruturais e não estruturais, para reduzir a ocorrência de danos e prejuízos provocados por desastres naturais no país. No final do mês de janeiro, foram contabilizadas mais de 800 mortes e 10.000 pessoas desabrigadas, dados que fazem de tal tragédia, o desastre natural que causou mais mortes nos últimos 10 anos.

Grande parte da população brasileira é frágil financeiramente. Agora, esta porção encontra-se com condições de vida ainda piores, e, por fim, a saúde do cidadão é que sofre.

Para minimizar os riscos das infecções e doenças recorrentes às enchentes, medidas efetivas devem ser adotadas imediatamente. É de suma importância que a população atingida receba informações corretas e adequadas, serviço básico de saúde em funcionamento pleno, todos os medicamentos que possam ser necessários. Além de água tratada, alimentos em condições adequadas para consumo, e, abrigo em local seguro aos desabrigados.
         
Vimos que a ocorrência de enchentes, principalmente em áreas aonde o saneamento básico é inadequado ou inexistente, facilita o aparecimento de doenças infecciosas transmitidas por meio de contato ou ingestão de água contaminada, as quais requerem cuidados específicos. Doenças como a leptospirose, hepatite A, hepatite E, doenças diarreicas (Escherichia coli, Shigella, Salmonella) em maior grau; e, em menor a cólera. A ocorrência destas doenças pode ser atribuída ainda pela ingestão de alimentos contaminados pelas águas e lamas das enchentes, principalmente por aqueles que cultivam suas hortas as margens dos rios.

Além de todo quadro abordado acima, existe ainda a proliferação do mosquito da dengue (Aedes aegypti) visto o acúmulo de água em qualquer recipiente (aqui tratando apenas das águas das chuvas que são consideradas relativamente limpas). E não se esquecendo do aumento no número de casos de tétano, ao passo que os entulhos encontrados nas enchentes facilitam o aparecimento de ferimentos e da bactéria, Clostridium tetani, causadora do tétano.

O Ministério da Saúde destinou ao Rio de Janeiro, além da liberação de R$ 8,9 milhões, em 14 de janeiro de 2011, conforme publicado no "O Diário Oficial da União". Ainda foram enviadas 100 mil doses de vacina antitetânica e mais de 150 mil doses foram enviadas para reposição de estoque da Secretaria Estadual de Saúde, a preocupação se estendeu também aos animais que foram levados para os abrigos e foi enviado 5 mil doses de vacina contra raiva para aplicação nos animais.

Prosseguindo com os gastos, 7 toneladas de medicamentos e insumos para o auxílio às pessoas atingidas pela enchentes no Estado. Foram 30 kits suficientes para atender 45 mil pessoas por um período de um mês. Os kits são compostos por medicamentos diversos e materiais para curativo, entre outros componentes. Além disso, foram enviadas, a partir de uma participação do Governo Estadual e Federal para atender as demandas emergenciais, 20 ambulâncias, médicos e enfermeiros para os locais de alagamento.

Para levar informação à população foi criada e enviada mais de 200.000 cartilhas “Saiba como agir em caso de Enchentes”; mais de 50.000 cartilhas “Saiba como agir em caso de Enchentes – Abrigos”; e 45.000 folders que abordam cuidados gerais de saúde.

A atuação da enfermagem também não pode apenas focar-se no tratamento das consequências das enchentes, e sim nas ações preventivas. A educação em saúde tornou-se um instrumento fundamental da equipe de enfermagem para proporcionar segurança, qualidade de cuidados de saúde e promoção do autocuidado. Nesse sentido, devem-se estabelecer estratégias que possibilitem a promoção e manutenção da saúde para que os indivíduos possam adquirir condições de realizar escolhas que favoreçam o desenvolvimento do autocuidado. Logo a promoção em saúde deve ser entendida como um processo participativo de toda a população de forma que ocorra uma construção social de conhecimento balizada nos aspectos históricos, sociais e culturais, respeitando as condições da população, bem como oferecendo soluções práticas que favorecem a promoção de saúde da população.
  
Um trabalho de conscientização pode ser feito junto aos usuários das Unidades Básicas  de Saúde, a enfermagem pode se unir à comunidade por intermédio de um líder comunitário para reivindicar os seus direitos, como coleta e destino do lixo, saneamento básico e condição dignas de moradia, essas questões críticas podem também ser levadas em pauta nas reuniões do Conselho Municipal e Estadual de Saúde.

Como uma ação direta voltada a população, podemos citar a realização de palestras, oficinas e reuniões com moradores, além da realização de distribuição de cartilhas informativas sobre a temática.

 

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde garante mais 20 ambulâncias do Samu para região serrana do Rio. Brasília, 2011. Disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dspDetalheNoticia&id_area=124&CO_NOTICIA=12134. Acesso em 16/02/2011.
 
LIGA INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES. Quarta internacional. Enchentes do Rio de Janeiro: De quem é a culpa pela tragédia? 2011. Disponível em: http://www.litci.org/pt/index.php?option=com_content&view=article&id=2317. Acesso em 16/02/2011.
 
GOVERNO DO RIO DE JANEIRO. Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil. Região serrana: Sesdec cadastra voluntários. Rio de Janeiro, 2011. Disponível em: http://www.saude.rj.gov.br/imprensa-noticias/6466-regiao-serrana-sesdec-cadastra-voluntarios. Acesso em 16/02/2011.
 
GOVERNO DO RIO DE JANEIRO. Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil. Sistema de Defesa Civil responde ao maior dos desastres súbitos do país. Rio de Janeiro, 2011. Disponível em: http://www.saude.rj.gov.br/imprensa-noticias/6466-regiao-serrana-sesdec-cadastra-voluntarios. Acesso em 16/02/2011.
 
UNISINOS. O quadro de chuvas e enchentes no Brasil mudou. Precisamos mudar políticas e atitudes. 2011. Disponível em: http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_noticia=16850&cod_canal=38. Acesso em 16/02/2011.

Escrito por: monitores do Programa Proficiência - COFEN.


Ler 0 Comentários... >>

A atuação da Enfermagem na assistência a saúde da população carcerária

 

A Constituição Federal em seu artigo 196 defende que "[...] a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação".

Nesse sentido, pelo teor universal desse direito, a população carcerária está incluída na assistência a saúde pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Um instrumento para efetivação desta garantia é o Plano Nacional de Saúde no Sistema Penitenciário (PNSSP), instituído pela Portaria Interministerial nº 1.777 de 9 de setembro de 2003, e que garante atendimento de saúde às populações masculina, feminina e psiquiátrica, que estão privadas de sua liberdade.

Isso demonstra a parceria do Ministério da Saúde e da Justiça nas questões de garantia à saúde da população carcerária, uma vez que esses disponibilizam, como forma de incentivo, alguns recursos financeiros aos Estados e Municípios que prestam esse atendimento. No entanto, essas são informações que poucos têm conhecimento.

Cabe ressaltar que, geralmente, o ambiente dos presídios possui precárias condições de saúde, apresenta ambiente hostil e insalubre, baixa qualidade da alimentação, várias fontes de estresse e outros fatores que aumentam o risco de adoecimento, sendo um importante caso de ameaça à saúde pública, e, portanto, necessita de atendimento especializado.
 
As equipes de saúde que realizam atendimento em presídios são compostas por: médico, enfermeiro, cirurgião dentista, psicólogo, assistente social e auxiliar de enfermagem e suas ações são voltadas para a promoção, prevenção e tratamento de agravos. As ações de saúde desenvolvidas por estes profissionais englobam: direito a visita íntima, distribuição de kit de medicamentos, consultas médicas, atendimento específico para gestantes, atendimento de saúde mental e bucal.
 
A atuação do enfermeiro nesse cenário é de caráter preventivo, por meio de campanhas de vacinação (principalmente contra hepatite), distribuição de preservativos, planejamento familiar, e orientações sobre doenças sexualmente transmissíveis. Ainda, realiza coleta de exames laboratoriais e campanhas educativas sobre as doenças de maior ocorrência nos presídios.
 
Compete também ao enfermeiro, o planejamento da assistência e a execução de políticas de vacinação, bem como o controle de sua periodicidade, com o apoio dos demais profissionais do serviço de saúde e da equipe de enfermagem; o planejamento de políticas de prevenção e controle da promoção à saúde, no âmbito de sua competência; realização de consultas de enfermagem e solicitação de exames complementares; prescrição de medicamentos dentro das disposições legais da profissão e demais normas complementares.

Como ações possíveis de serem implementadas, podem ser realizadas palestras periódicas para abordar questões relacionadas a doenças, sinais e sintomas, possíveis complicações e formas de prevenção.

Os profissionais técnicos e auxiliares de enfermagem desenvolvem, juntamente ao enfermeiro, trabalhos voltados à educação em saúde, bem como auxiliam em campanhas de vacinação. Participam, também, da orientação e supervisão do trabalho de Enfermagem como membro fundamental da equipe de saúde.

Vale ressaltar que a enfermagem pode contribuir para o resgate da condição de vida digna das pessoas, tanto do ponto de vista biológico, quanto social e psicológico, proporcionando conforto e bem-estar, minimizando iniciativas que estimulem a discriminação ou preconceito; e ainda, respeitando os princípios éticos e legais da profissão, com vistas a resgatar o sentido da existência humana.

Contudo, a assistência a saúde da população carcerária ainda é um campo praticamente desconhecido para os profissionais de Enfermagem. De acordo com o Ministério da Saúde (2010), atualmente há 236 equipes de saúde no sistema penitenciário prestando atendimento a 150 mil pessoas privadas de liberdade. A carga horária dos profissionais de saúde para até 100 presos na unidade prisional é de 4 horas semanais, e acima de 500 presos é de 20 horas semanais.

Há que se reconhecer que existem muitas limitações para o trabalho nesse campo, tais como a presença do agente penitenciário e a periculosidade, que dificultam a autonomia do profissional de enfermagem no desempenho de suas ações. Entretanto, mesmo privados de liberdade, essa população tem direito ao atendimento de qualidade, com equidade e integralidade, tais como os princípios do SUS.

 

Referências

BRASIL. Constituição 1988. Constituição da República Federativa do Brasil. São Paulo : Atlas, 1988. 180p.
BRASIL.  Plano Nacional de Saúde no Sistema Penitenciário. Ministério da Saúde.  2.ed. Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2005.
Ministério da Saúde. Saúde no Sistema Penitenciário. Disponível em> <http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=24517 > Acesso em: 09 de fevereiro de 2011.

Escrito por: monitores do Programa Proficiência - COFEN.


Ler 2 Comentários... >>

Alteração nas Diretrizes de Reanimação Cardiopulmonar (RCP), principais pontos

 É a aplicação de ações padronizadas com desenvolvimento sequencial, cujo objetivo é primeiro substituir e, posteriormente restaurar as funções respiratória e circulatória espontâneas, deficiências que ocorrem na parada cardiorrespiratória (PCR). A PCR define-se como interrupção brusca e potencialmente reversível da respiração e circulação espontâneas.
O seu objetivo é a manutenção da vida por meios externos, procurando o correto aporte de O2 aos tecidos, quando o indivíduo não pode realizá-lo pelos seus próprios meios, evitando desta forma a morte orgânica.
Está indicada em todas as situações em que ocorre uma parada da atividade respiratória e cardíaca por qualquer causa, quer seja cardíaca ou extra cardíaca.
E como sabemos os protocolos para atendimento deste tipo de ocorrência são feitos pela American Heart Association (AHA). Estas Diretrizes para RCP e Atendimento Cardiovascular de Emergência (ACE) se baseiam em um processo internacional de avaliação de evicências. A cada 5 (cinco) anos estes protocolos são atualizados. No final de 2010 foi puplicado o novo protocolo, as principais mudanças foram:

• Alteração de A-B-C para C-A-B;

 As novas Diretrizes da AHA, recomendam que exista uma alteração no processo A-B-C (via aérea, respiração e compressões torácicas) para C-A-B (compressões torácicas, via aérea e respiração) em procedimentos de Suporte Básico de Vida (SBV) em adultos, crianças e bebes (excluindo-se recém-nascidos).
 A maioria das paradas assistidas, os pacientes apresentavam fibrilação ventricular (FV) ou taquicardia ventricular (TV) sem pulso. Nestes casos a sequência A-B-C, em muitos casos acabam sendo atrasadas devido a dificuldade que o socorrista encontra em abrir a via aérea, para dar início as ventilações de resgate. Com a alteração para C-A-B as compressões torácicas serão iniciadas mais cedo o que não trará problemas para ventilação já que o atraso será mínimo.

• Pressão cricoide;

 2010 - Não se recomenda mais o uso rotineiro de pressão cricoide
 2005 - A pressão cricoide deve ser aplicada apenas quando a vitima apenas quando ela apresentar estado de inconsciencia, geralmente requer um terceiro socorrista.
 Motivo - Este procedimento tem como intuito empurrar a traqueia contra o esôfago contra as vértebras cervicais, impedindo a distensão gástrica reduzindo o risco de regurgitação e aspiração durante a ventilação com bolsa-válvula-máscara. Alguns estudos mostram que a pressão cricoide pode impedir ou retardar a colocação de uma via aéra permanente, sem contar com a dificuldade dar treinamento apropriado para os socorristas.

• Ênfase nas compressões torácicas;

 2010 - As compressões são enfatizadas para profissionais de saúde treinados ou não. Se a pessoa que for realizar RCP não tiver treinamento ela deverá aplicar apenas compressões torácicas com ênfase em "comprimir forte e rápido" no centro do tórax. Na população treinada, os profissionais intra e extra hopitalar a aplicação de compressões torácicas e ventilações de resgate são indicadas em vitimas de PCR.
 2005 - As Diretrizes não recomendavam ações distintas para socorristas treinados ou não treinados, elas previam somente que o socorrista que não estivesse disposto a aplicar ventilações ou que não estivesse preparado para tal, ele deveria aplicar somente compressões torácicas.
 
• Eliminação do procedimento "Ver, ouvir e sentir se há respiração";

 2010 - Este procedimento foi removido da sequência de avaliação da rspiração após abertura da via aérea. A respiração será verificada quando o socorrista quando for verificar se o paciente está respondendo. Se o socorrista estiver sozinho, após 30 compressões deverá aplicar duas ventilações de resgate.
 2005 - O procedimento era usado para verificar a existência de respiração após a abertura das vias aéreas.

• Frequência de compressões torácicas: mínimo de 100/min;

 2010 - O esterno adulto deve ser comprimido, no mínimo, 2 polegadas = 5 cm.
2005 - O esterno deve ser comprimido, de 1 1/2 polegada a 2 polegadas (entre 4 e 5 cm).

É importante que nós profissionais de saúde, sempre procuremos nos atualizar, nos manter por dentro dos protocolos que regem nossas profissões.E como buscamos sempre o bem estar de nossos paciente as atualizações são sempre importantes. O texto acima deu uma breve introdução sobre as alterações nas Diretrizes de RCP, o texto completo são encontrados nas referências.

Referências: American Heart Association

Escrito por: Bruno França - Monitor Curso Proficiência - COFEN


Ler 2 Comentários... >>

NR32: Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde

 
Desde 1978 há uma preocupação em instituir Normas Regulamentadoras (NRs) relativas à segurança e à medicina do trabalho. Por meio delas obtêm-se critérios de risco, número mínimo de funcionários, obrigatoriedade de serviços e de programas para atender as questões relativas à saúde e segurança no ambiente de trabalho.

No final da década de 1990, a NR 32 foi estabelecida, normatizando as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção em relação à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde, bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral.

Para fins de aplicação dessa norma, entende-se por serviços de saúde qualquer edificação destinada à prestação de assistência à saúde da população, bem como todas as ações de promoção, recuperação, assistência, pesquisa e ensino em saúde, em qualquer nível de complexidade.

A NR 32 abrange as situações de exposição aos diversos agentes de risco presentes no ambiente de trabalho, como os agentes de risco biológico, químico e físico, com destaque para as radiações ionizantes, e, ergonômicos. Abrange ainda a questão da obrigatoriedade da vacinação do profissional de saúde (contra Tétano, Difteria e Hepatite B), com reforços e sorologias de controle pertinentes, devidamente registrada em prontuário funcional e comprovante ao trabalhador, conforme recomendação do Ministério da Saúde.

Os educadores de saúde esperam que, com suas ações, os trabalhadores se sensibilizem sobre o comportamento incorreto e os riscos em relação às doenças, a saber, que o mal uso dessas informações leva a um ônus primeiramente ao próprio trabalhador, e, em segundo plano, à equipe e instituição.

Cabe ao enfermeiro do trabalho o papel de encetar a aplicabilidade de um programa de orientação e esclarecimentos para a maior adesão dos trabalhadores à norma, a fim de diminuir e até mesmo extinguir os acidentes ocupacionais, tornando imprescindível sua participação nas medidas preventivas, a fim de proteger-se e manter um ambiente seguro para os demais trabalhadores.

A consulta de enfermagem é a ferramenta que o enfermeiro do trabalho pode fazer uso para buscar dados referentes à saúde dos trabalhadores e assim elaborar programas específicos de saúde, porém pela busca do lucro, as instituições tentam mascarar algumas doenças ocupacionais para evitar transtornos, não percebendo que investir na prevenção é mais lucrativo. Esta situação reflete a insuficiência de fiscalização nas empresas.

A NR 32 atinge todos os profissionais ligados aos serviços de saúde e não é, como muitos pensam, uma norma específica aos profissionais de enfermagem. Ela define que todos os trabalhadores que exercem atividades nas edificações aqui já definidas, relacionadas ou não com a promoção e assistência à saúde, são abrangidos pela norma, pode-se citar como exemplo os profissionais de limpeza, lavanderia, reforma e manutenção.

A conscientização e colaboração desses profissionais são de muita valia para a prevenção de acidentes na área da saúde. Vale enfatizar que a adequação desta norma promove: bem estar, aumento da produtividade, minimização de riscos potenciais a saúde, redução de mortalidade e absenteísmo. Isso significa um melhor ambiente de trabalho aos funcionários, uma melhor assistência aos usuários e maior lucro às instituições.

O sucesso de qualquer programa educativo está diretamente ligado à participação e reconhecimento por parte dos trabalhadores e apoio da instituição.

Aqui você encontra a NR 32 na íntegra:
http://www.sobecc.org.br/programacao/coren/NR_32.pdf

Referências
CASTRO, A.B.S.; SOUSA, J.T.C.; SANTOS, A.A. Atribuições do enfermeiro do trabalho na prevenção de riscos ocupacionais. J Health Sci Inst. v.28, n. 1. Santos,. p.5-7, 2010.
NR 32. Uma Realidade Na Área Hospitalar. Disponível em: <http://www.artigonal.com/saude-artigos/nr-32-uma-realidade-na-area-hospitalar-865667.html>, acesso em: 29/01/2011.
NR 32. NR-32 é uma conquista de todos os trabalhadores da saúde. Disponível em: < www.sinsaude.org.br/blognr32/?p=20>, acesso em: 29/01/2011.

Escrito por: monitores do Programa Proficiência - COFEN.


Ler 4 Comentários... >>

Uso Abusivo de Antibióticos

  Em 1863, a enfermeira Florence Nightingale padronizou procedimentos assistenciais relacionados aos pacientes internados, com o objetivo de diminuir os riscos de infecções hospitalares. Florence Nightingale foi percussora da enfermagem moderna, ela atribuiu a primeira referência à vigilância epidemiológica, usada atualmente em programas e comissões de controle de infecções hospitalares. Hoje a infecção hospitalar é conceituada como toda infecção adquirida ou transmitida no espaço hospitalar. A infecção hospitalar é constituída como um grave problema de saúde pública, tanto pela sua abragência como pelos elevados custos sociais e econômicos. O uso indiscriminado de antibióticos é a principal causa deste problema, proporcionando o surgimento e disseminação da resistência microbiana. Este sério problema afeta a saúde individual e também a saúde coletiva. Segundo dados  da Organização Mundial da Saúde (OMS) mais de 50% das prescrições médicas se mostram inapropriadas e 2/3 dos antibióticos são usados sem prescrição médica em diversos países. A grande disponibilidade de acesso a antimicrobianos juntamente com a publicidade pouco informativa está contribuindo para a conseqüência dos efeitos adversos e a resistência bacteriana. As principais medidas que podem contribuir para evitar ou diminuir a resistência microbiana depende de desenvolvimento de novos medicamentos, de novas vacinas, medidas de controle de infecção hospitalar, dispensação de antibióticos somente com prescrição médica. A resistência bacteriana é preocupação mundial e está sendo objeto das mais atuais publicações sobre antimicrobianos.

 

Escrito por: Gianna Schreiber- Monitora Curso Proficiência - COFEN baseado no Portal do Ministério da Saúde


 

 

 


Ler 0 Comentários... >>

Mais Artigos...

Página 17 de 18


Warning: Illegal string offset 'active' in /var/www/html/proficiencia_cofen_gov_br/site/templates/rt_crystalline_j15/html/pagination.php on line 92

Warning: Illegal string offset 'active' in /var/www/html/proficiencia_cofen_gov_br/site/templates/rt_crystalline_j15/html/pagination.php on line 98

Warning: Illegal string offset 'active' in /var/www/html/proficiencia_cofen_gov_br/site/templates/rt_crystalline_j15/html/pagination.php on line 92

Warning: Illegal string offset 'active' in /var/www/html/proficiencia_cofen_gov_br/site/templates/rt_crystalline_j15/html/pagination.php on line 98

Warning: Illegal string offset 'active' in /var/www/html/proficiencia_cofen_gov_br/site/templates/rt_crystalline_j15/html/pagination.php on line 92

Warning: Illegal string offset 'active' in /var/www/html/proficiencia_cofen_gov_br/site/templates/rt_crystalline_j15/html/pagination.php on line 98

Warning: Illegal string offset 'active' in /var/www/html/proficiencia_cofen_gov_br/site/templates/rt_crystalline_j15/html/pagination.php on line 92

Warning: Illegal string offset 'active' in /var/www/html/proficiencia_cofen_gov_br/site/templates/rt_crystalline_j15/html/pagination.php on line 98

Warning: Illegal string offset 'active' in /var/www/html/proficiencia_cofen_gov_br/site/templates/rt_crystalline_j15/html/pagination.php on line 92

Warning: Illegal string offset 'active' in /var/www/html/proficiencia_cofen_gov_br/site/templates/rt_crystalline_j15/html/pagination.php on line 98

Warning: Illegal string offset 'active' in /var/www/html/proficiencia_cofen_gov_br/site/templates/rt_crystalline_j15/html/pagination.php on line 92

Warning: Illegal string offset 'active' in /var/www/html/proficiencia_cofen_gov_br/site/templates/rt_crystalline_j15/html/pagination.php on line 98

Warning: Illegal string offset 'active' in /var/www/html/proficiencia_cofen_gov_br/site/templates/rt_crystalline_j15/html/pagination.php on line 92

Warning: Illegal string offset 'active' in /var/www/html/proficiencia_cofen_gov_br/site/templates/rt_crystalline_j15/html/pagination.php on line 98

Warning: Illegal string offset 'active' in /var/www/html/proficiencia_cofen_gov_br/site/templates/rt_crystalline_j15/html/pagination.php on line 92

Warning: Illegal string offset 'active' in /var/www/html/proficiencia_cofen_gov_br/site/templates/rt_crystalline_j15/html/pagination.php on line 98
17

Atendimento Online


LiveZilla Live Help

Horário de Atendimento: Segunda a Sexta
Das 08h00 às 17h

Calendário de Enfermagem 2014


Enquete

Qual o seu maior interesse pelo Programa Proficiência?

Redes Sociais