A participação da família no internamento de RN em UTI Neonatal

Quando um casal planeja ter um filho ou quando acontece uma gravidez inesperada ou, até mesmo indesejada, só de pensar na possibilidade de que algo dê errado durante a gestação causa muito medo aos pais, não é mesmo? 

Se algo inconveniente acontecer haverá a necessidade separação entre a mãe e seu bebê, muitas vezes, a internação do recém-nascido se faz necessária e causa forte impacto na família, pois isso não é o esperado após o nascimento de uma criança (PERLIN; OLIVEIRA; GOMES, 2011).

Segundo Perlin, Oliveira e Gomes (2011), o recém-nascido quando hospitalizado fica exposto a estresses e a dor por causa das terapias. Mas esse evento não é estressante só para a criança, mas é também para a mãe, a qual deverá ser acompanhada pela equipe de saúde na sua primeira visita ao recém-nascido internado. Além disso, para que seja menos traumático é importante que todas as dúvidas da mãe sejam esclarecidas. Pois, é necessário levar em consideração que algumas mães têm facilidade para cuidar do bebê nesse estado, já outras tem maior dificuldade necessitando de orientação para que ela participe na internação da criança (PERLIN; OLIVEIRA; GOMES, 2011, p. 459)

Com as modernas unidades neonatais há grande redução da morbimortalidade, devido ao grande avanço tecnológico e cientifico, mas com isso a mãe e a família, muitas vezes são afastadas do contato com o bebê.

Apesar de toda modernidade de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, a família se depara com um ambiente pouco hospitaleiro, ocasionado pelas tecnologias que aparentam um lugar, por vezes, assustador. Para mudar esse cenário é preciso permitir o acesso livre da mãe e familiares à unidade (COSTA; PADILHA, 2011).

Apesar do conhecimento da importância do vinculo mãe – bebê, muitas vezes a mãe é vista como um problema dentro da unidade por ser mais uma para a equipe cuidar e dar atenção. Além disso, o convívio da família na unidade faz com que eles conheçam as rotinas diárias e os procedimentos realizados, e muitas vezes a família determina o que será realizado em seu filho, e o que pode ou não ser feito (COSTA; PADILHA, 2011).

Portanto, a inserção da família nesse ambiente é uma quebra de paradigmas. É importante a participação do profissional no acolhimento dos pais para visitar o bebê, pois isso gera vínculo profissional afetivo com eles. Vale lembrar que o acolhimento adequado dos pais é fundamental para o cuidado e evolução do quadro do recém-nascido. (COSTA; KLOCK; LOCKS, 2012). 

A hospitalização do recém-nascido é muito difícil para a família visto que os familiares observam todo o sofrimento ou sentem medo da morte do seu ente querido. Por isso é importante que a equipe permaneça junto com os pais (PERLIN; OLIVEIRA; GOMES, 2011). 

Profissional, você já teve que dar algum suporte emocional para familiares de pacientes internados? Comente abaixo e compartilhe a sua experiência!


Elaborado por: Leliane B. da Silva Rodrigues


Referências

COSTA, R.; KLOCK, P.; LOCKS, M. O. H. Acolhimento na UTI neonatal: percepção da equipe de Enfermagem. Rev. Enfermagem UERJ, v. 20, n. 3, p. 357-358. Rio de Janeiro, jul.- set., 2012. Disponível em: <http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/enfermagemuerj/article/view/2382>. Acesso em: 05 jul. 2013.

COSTA, R.; PADILHA, M. I. Percepção da equipe de saúde sobre a família na UTI neonatal: resistência aos novos saberes. Rev. de Enfermagem UERJ, v. 19, n. 2, p. 232-233. Rio de Janeiro abr.- jun., 2011. Disponível em:<http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:YIEEmMQ0VgUJ:www.facenf.uerj.br/v19n2/v19n2a10.pdf+PERCEP%C3%87%C3%83O+DA+EQUIPE+DE+SA%C3%9ADE+SOBRE+A+FAM%C3%8DLIA+NA+UTI+NEONATAL:+RESIST%C3%8ANCIA+AOS+NOVOS+SABERES&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br>. Acesso em: 05 jul. 2013.

PERLIN, D. A.; OLIVEIRA, S. M. de; GOMES, G.C.. A criança na unidade de terapia intensiva neonatal: impacto da primeira visita da mãe. Rev. Gaúcha de Enfermagem,  v. 32, n. 3, p. 459 - 463. Porto Alegre set., 2011. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1983-14472011000300004&script=sci_arttext>. Acesso em: 05 jul. 2013.


Comentário

avatar Aurineide Marinho Santos
+1
 
 
Não tenho experiência com UTI NEO, tenho muita curiosidade. Esta atualização me despertou mais interesse .
Quando surgir oportunidade de trabalhar em um setor como esse, não exitarei. Valeu!
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avatar Jozilene Mendonça
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A acolhida e um pacto favoravel para ambus os lado faz bem pra nossa alma e fortifica as familias,em seus momento mais frageis.
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avatar Doise Ross
0
 
 
Nossa fiquei emocionada,pois foi o tem do meu TCC na minha graduação de Enfermagem,assim que li o primeiro paragrafo,parabéns pelo alerta, temos que
humanizar este atendimento em um momento tão sublime.
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avatar Flavia Luiza
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Excelente matéria, precisamos divulgar a humanização na área de saúde, devido a estarmos lidando com pessoas que no devido momento se encontram fragilizadas!!
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avatar MARINESE SANTOS
+1
 
 
Sou coordenadora de enfermagem da Unidade Neonatal do HU da Universidade Federal do Maranhão há 15 anos e estive antes, por 10 anos, como enfermeira assistencial. Vivenciei dois momentos distintos: 1º sem a participação da família nos cuidados neonatais e 2º, desde 1998, com a participação da família. Somos uma Unidade Neonatal referência nacional em Método Canguru (1ª, 2ª, 3ª etapas e Follow up) e experimentamos o convívio diário com as famílias, os pais tem livre acesso a unidade e realizamos visita dos avós, visita dos irmãos, visita da família, reunião com os familiares para esclarecer dúvidas quanto aos seus bebês e conseguimos assim, captar toda uma rede social de apoio aos pais e ao bebê, nessa fase crítica que é a hospitalização em UTI. Essa parceria nos ajuda e nos dá apoio e segurança, contribuindo para que a família estabeleça uma relação de confiança com a equipe e tenha tranquilidade para enfrentar esse momento tão difícil para eles. Profa. Marinese santos
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